sábado, março 31, 2012

A centralidade do ser humano no desenvolvimento sustentável


Roma, Itália, 30 mar (SIR) – “Inserir o bem do ser humano no centro dos interesses no desenvolvimento sustentável é, na realidade, a maneira mais segura para alcançá-lo, bem como para promover a salvaguarda da criação”. 
É o que destacou mons. Ettore Balestreo, subsecretário vaticano para as Relações com os Estados, falando ontem, em Roma, num debate sobe a “Economia verde entre sustentabilidade e solidariedade”, organizado pela Pontifícia Universidade Lateranense, como preparação da próxima Cúpula na ONU sobre o desenvolvimento sustentável (Rio de Janeiro, junho 2012).
Mons. Balestrero pediu que a “redefinição de um novo modelo de desenvolvimento” à qual trabalhará a Cúpula do Rio seja “imbuída e alicerçada sobre aqueles princípios da doutrina social da Igreja que são colunas firmes da efetiva tutela da dignidade humana”, entre as quais estão a “responsabilidade” que requer uma “necessária mudança dos modelos de produção e consumo”, a “promoção” e “partilha do bem comum”, o “acesso aos bens primários”, a “salvaguarda da criação”.
O subsecretário destacou a importância do princípio da subsidiariedade e, com ele, “o papel da família” a ser reconhecida como “célula básica da nossa sociedade humana”. Por fim, a importância da “relação entre desenvolvimento sustentável e desenvolvimento humano integral”.

quinta-feira, março 15, 2012

Nicarágua: Bispos contra a liberalização das drogas

Nicarágua: Bispos contra a liberalização das drogas

Manágua, 14 mar (SIR) – O presidente da Conferência Episcopal da Nicarágua, dom Sócrates René Sándigo, bispo de Juigalpa, manifestou-se contra a liberalização do comércio das drogas na América Central, porque as consequências seriam “ainda piores” para a sociedade.
“A teoria que o consumo vai se restringindo é falsa, Penso que é exatamente o contrário, seria ampliado seu uso, porque é mais fácil encontrar a droga e, por conseguinte, estamos empurrando a pessoa a deteriorar sua saúde”, declarou o bispo durante um programa numa tevê local. “Se a sociedade, liderada pelos Estados, se torna muito flexível, pode-se chegar a um ponto de extrema dissolução que será difícil controlar”, sublinhou.
“Como a droga não paga imposto, serão as próprias instituições governamentais a sofrer por este mercado q ue não paga imposto”, concluiu o presidente dos Bispos da Nicarágua. Os presidentes centro-americanos se encontrarão no próximo dia 24 de março na Guatemala para discutir exatamente a liberalização das drogas.

Uruguai: 2500 cavaleiros desfilam contra o aborto

Montevidéu (Quarta-feira, 14-03-2012, Gaudium Press) No meio da tradicional "Festa da Pátria Gaúcha" que anualmente celebra as tradições folclóricas dos povos criolos do Uruguai, os "gaúchos" (cavaleiros das planícies do cone sul) enviaram uma clara mensagem a favor da vida e contra o aborto.

O "Desfile da Cavalaria Gaúcha", mostrava um cortejo com mais de 2.400 ginetes e 4.000 cavalos, e teve neste ano o lema "Sim a Vida". Uma fita dourada atada ao freio dos animais lembrava essa mensagem. Os habitantes aproveitaram a presença do Presidente do Uruguai José Mujica, na cidade de Tacuarembó e denunciaram que a opinião dos camponeses não é tida em conta nas discussões que atualmente pretendem legalizar a prática do aborto no Uruguai.
As demais atividades culturais da festa adquiriram um marcado tom pró-vida. Uma obra de teatro do grupo "Os Tições de Ansina" representou a gravidez de uma adolescente e incluiu um poema a favor da vida, declamado pelo pai da jovem. Durante a procissão, a Santíssima Virgem dos Trinta e Três Orientais, Padroeira do Uruguai, não foi decorada em sinal de protesto.
Os gaúchos explicaram que ela não aprovaria a discussão de leis que acabariam com a vida de muitos de seus filhos. Ao final do evento, as tradicionais "sociedades gaúchas" entregaram uma carta ao presidente, onde colocam em manifesto sua posição frente ao tema da vida.

quinta-feira, março 08, 2012

Simpósio internacional de teólogas debate as mulheres na Igreja depois do Concilio Vaticano II

Roma, 08 mar (RV/SIR) – Por ocasião do Dia da Mulher, foi anunciada a realização de um simpósio internacional de teólogas, cujo objetivo é debater sobre as mulheres, a Igreja e o Concílio Vaticano II. Conforme os organizadores do evento, “há 50 anos, pela primeira vez na história, as mulheres fizeram o seu ingresso em uma Assembleia de Bispos. Aconteceu durante o Concílio Vaticano II.

Um evento que mudou a Igreja Católica e que deu finalmente a possibilidade de conjugar fé eclesial com sabedoria feminina”. Às mulheres e ao seu relacionamento com o Concílio será dedicado esse simpósio teológico internacional, que será realizado dos dias 04 a 06 de outubro de 2012, organizado pela Coordenação Teólogas Italianas.
O evento, intitulado “Teólogas relêem o Vaticano II”, se desenvolverá no Pontifício Ateneu Santo Anselmo, e contará com a participação de historiadoras e teólogas de todo o mundo. A ideia é promover o encontro ecumênico entre estudiosas e pessoas comprometidas com os diversos âmbitos do saber teológico e da vida eclesial, analisando esses cinquenta anos após o Concílio.

quarta-feira, março 07, 2012

Corte Constitucional inventa nova cláusula para permitir o aborto na Colômbia

Bogotá, 07 mar (SIR) - Numa nova sentença, a Corte Constitucional da Colômbia decidiu que a opinião de uma gestante sobre seu estado de saúde pode justificar um aborto, ampliando sua prática aos nove meses de gestação e nega aos médicos o direito à objeção de consciência ante este procedimento.

Conforme informa a imprensa colombiana, no dia 28 de fevereiro a Corte rejeitou o pedido de nulidade que o Procurador geral da Nação, Alejandro Ordóñez, apresentou contra uma sentença que a mesma Corte deu a fins de 2011 para justificar um aborto fora das três cláusulas aprovadas por este organismo em 2006, quando foi liberalizado o aborto em casos de estupro, má formação do bebê ou perigo para a vida da mãe.
 A Corte Constitucional validou o pedido de aborto que em maio de 2011 foi feito pela mãe de uma menor de 12 anos de idade, grávida de seu namorado de 16 anos, às 14 semanas de gestação. A mãe solicitou o aborto para sua filha em um centro de saúde alegando que a menor atravessava um quadro de ansiedade. Os médicos se negaram a praticar o aborto amparando-se no fato que a gravidez não supunha risco para a vida da gestante, mas agora, depois da sentença da Corte, terão que indenizar a família por não ter feito a prática anti-vida.

Alcances da sentença

A nova sentença dá ao aborto a categoria de "direito fundamental", obrigando qualquer empresa prestadora de saúde católica ou não, a realizar os abortos sem possibilidade de se amparar no direito à objeção de consciência em um prazo máximo de cinco dias; proíbe aos centros de saúde de exigir cópia de uma denúncia penal (Boletim de Ocorrência) à mulher que alegue que a gravidez foi fruto de um delito de estupro.
Obriga também os centros a aceitarem certificados de risco para a saúde ou a vida da mulher vindo de qualquer médico ou hospital fora de sua rede; elimina o limite de tempo para o aborto; proíbe os centros de darem informação sobre um processo ou solicitude de aborto a qualquer um, nem mesmo à a Procuradoria ou ao Ministério Público; e obriga o pagamento de uma indenização às mulheres a quem foi negada a prática de um aborto. A Sala Plena da Corte Constitucional aprovou a sentença com cinco votos dos oito juízes presentes (o nono esteve ausente na ocasião) e proibiu "que no futuro se investiguem possíveis irregularidades nos expedientes de aborto", negando esta faculdade à Procuradoria Geral da Nação.
Os três juízes que se opuseram à sentença Nilson Pinilla Pinilla, Jorge Ignacio Pretel Chaljub e Gabriel Eduardo Mendoza. Estes magistrados consideram que os juízes que apoiaram a sentença cometem um engano jurídico com uma sentença que viola a Constituição colombiana e que na prática, liberaliza totalmente o aborto, deixando em completo desamparo os não-nascidos. Mendoza recordou que no caso da menor "nenhum médico nem nenhum outro profissional da saúde validou, asseverou, sugeriu, nem muito menos certificou que, de algum modo, a vida ou a saúde da gestante, por sua condição de tal, corria um risco se continuava a sua gravidez", por isso a sentença da Corte desconhece o ordenamento legal e constitucional que rege o país e que consider a o aborto como delito fora das três cláusulas já mencionadas.
Por sua parte, Pretel Chaljub considerou que a sentença da Corte "traduz-se em um grave antecedente que abre as portas para converter a Colômbia em um país abortista que dá pouco valor ao direito à vida e que desconhece a autonomia da profissão médica", enquanto "cria uma nova cláusula para proceder a interromper a gravidez, ou seja, a opinião da mãe sobre seu estado de saúde". O magistrado Pinilla coincidiu em que esta sentença estabelece uma quarta hipótese não prevista nas exceções para o aborto legal, "e elevou à categoria de direito fundamental a prática do mesmo, desconhecendo totalmente os direitos do ser humano não nascido".
Em declarações à imprensa, o Secretário Geral da Conferência Episcopal Colombiana, Dom Juan Vicente Córdoba, assinalou que "não tudo que é legal é moral, então porque quando se aprova qualquer lei o ato, em si, se torna moral. Isto não é assim. Neste caso a Igreja não está de acordo com o aborto em nenhum momento e a vida deve ser respeitada desde a concepção até a morte natural". O Prelado defendeu o direito à objeção de consciência dos médicos e disse que ninguém tem direito a obrigar um profissional a realizar um aborto.

Noticias - Religião

Funeral de Lucio Dalla: a Igreja é hipócrita?

A Igreja uma casa acolhedora. Retratá-la como perenemente sombria e "hipócrita", porque somos perenemente vítimas de um complexo de inferioridade muito "de esquerda", é uma tolice, além de uma injustiça lexical e conceitual. Confira a análise do jornalista e político italiano Mario Adinolfi.

Marco Alemanno faz a oração de despedida no funeral de Lucio Dalla. (Foto: Arquivo)
Achei verdadeiramente fora de propósito o artigo desta segunda-feira de Michele Serra elogiando o "véu de hipocrisia rasgado", porque no funeral de Lucio Dalla a Igreja permitiu que o "viúvo" Marco Alemanno expressasse a sua dor publicamente durante as exéquias bolonhesas. Fora de propósito nos tons e nos conteúdos. Fora de propósito porque a Igreja nunca vetou a expressão da dor nos funerais, nunca proclamou editos contra a dor homossexual, nunca foi hipócrita nesse delicado território.

Ao contrário, sempre foi muito clara. Ela repete regras. Foram repetidas também por Mons. Cavina durante o funeral de Dalla, e Serra não deixou de notar e de ridicularizá-lo por isso. As regras são banais, talvez, mas não hipócritas: não pode se aproximar à Eucaristia quem está em pecado mortal, quem vive em "desordem". Portanto, um homossexual que não renuncia a esse comportamento sexual que, para a Igreja, está fora da ordem natural, não pode fazer a comunhão.

Marco Alemanno não pode fazê-la, nem eu não posso fazê-la, por ser divorciado e amar outra pessoa. A mim também a Igreja veta a Eucaristia: é uma regra, eu a aceito, quando vou à missa evito fazer a comunhão. Onde está a hipocrisia da Igreja? É de uma clareza que quase dá medo, repete as suas regras mesmo diante de 50 mil pessoas que acorreram a um funeral muito pop, veta até que se cantem as canções do falecido.

Quanta beleza há nessas clarezas, caro Serra. Há realmente toda essa necessidade de colocá-la na berlinda? De ridicularizar o gesto amoroso e acolhedor de não vetar o acesso ao altar do companheiro de Lucio Dalla, demonstrando mais uma vez (se ainda fosse necessário) que se é mais caridoso na sua concretude?

A Igreja é um último baluarte. O desafio contínuo que é inventado pela esquerda para tentar manchá-la é enjoativo e até mesmo perdedor. No fim dos jogos, todos nos encontramos aí: não há mais casas do povo e seções do partido. Há uma Igreja, e nos encontramos ali, pela alegria de um batismo, de uma primeira comunhão, de um casamento e pela dor de um último adeus.

Reencontramo-nos todos ali, antes ou depois, porque é a única casa que ficou confiavelmente de pé para muitíssimos, senão para quase todos. É uma casa acolhedora. Retratá-la como perenemente sombria e "hipócrita", porque somos perenemente vítimas de um complexo de inferioridade muito "de esquerda", é uma tolice, além de uma injustiça lexical e conceitual.

Sim, a Igreja tem regras; o clube do Mickey também tem. Se você as respeita, faça a comunhão. Caso contrário, não. Está tudo aí. Depois, há amor e acolhida, concreta, para todos. Para Marco Alemanno e a sua dor, assim como para os últimos da terra.

Chega de ideologismos anticlericais, chega de bandeiras hasteadas para que um asilo de irmãs pague impostos, asilo que corre o risco de fechar por causa dessas pesadas taxas.

Olhemos para a Igreja, particularmente para a Igreja italiana, com o devido respeito. O crescimento da esquerda se alimentará com isso, que, talvez muito lentamente, se libertará do seu complexo de inferioridade.
Jornal Europa, 06-03-2012. Tradução IHU-Unisinos
Mario Adinolfi

Leitura Breve Ez,18,30b-32

Leitura breve Ez 18,30b-32
Arrependei-vos, convertei-vos de todas as vossas transgressões, a fim de não terdes ocasião de
cair em pecado. Afastai-vos de todos os pecados que praticais. Criai para vós um coração novo
e um espírito novo. Por que haveis de morrer, ó casa de Israel? Pois eu não sinto prazer na
morte de ninguém – oráculo do Senhor Deus. Convertei-vos e vivereis!

V. Criai em mim um coração que seja puro.
R. Dai-me de novo um espírito decidido!