Lembrai-Vos, ó piódosissima Virgem Maria,
que jamais se ouviu dizer
que algum daqueles
que têm recorrido à vossa proteção,
implorado a vossa assistência,
e reclamado o vosso socorro,
fosse por Vós desamparado.
Animado(a) eu, pois, de igual confiança,
a Vós, Virgem entre todas singular,
como a Mãe recorro,
de Vós me valho e,
gemendo sob o peso dos meus pecados,
me prostro aos Vossos pés.
Não desprezeis as minhas súplicas,
ó Mãe do Filho de Deus humanado,
mas dignai-Vos
de as ouvir propícia
e de me alcançar o que Vos rogo. Amém.
sábado, junho 15, 2013
terça-feira, abril 02, 2013
REFLEXÃO
Páscoa: da morte para a vida.
A páscoa é o momento de fortalecimento da fé cristã, momento em que vivemos o mistério da entrega do Filho de Deus, por amor, para remissão dos pecados do mundo. Este é o tempo especial em que abrimos o coração para Deus e sentimos o poder de Sua misericórdia e amor. É a partir deste amor que o plano de salvação é realizado.
O mistério da vida, morte e ressurreição de Cristo devem e precisam ser sentidos por nós, precisamos conscientizar-nos de que este mistério é graça de Deus, dom divino que nos possibilita aproximar-nos do bem. "Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em conseqüência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo - é por graça que fostes salvos! -, juntamente com ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, com Cristo Jesus. Ele demonstrou assim pelos séculos futuros a imensidão das riquezas de sua graça, pela bondade que tem para conosco, em Jesus Cristo". Efésios 2,4-7.
Somos convidados a viver, neste tempo pascal, o mistério da Ressurreição, a passagem da morte para a vida. Uma nova vida é necessária, é preciso guardarmos no coração que Jesus reservou-se no deserto por quarenta dias a fim de preparar-se para seu sacrificio. É preciso refletir todo o sofrimento de Jesus no momento em que foi traido, em que sentiu a angústia e o medo, em que optou pela obediência. Precisamos reviver o momento do calvário e da cruz e, em especial, abraçar a ressurreição como via para uma vida nova, como oportunidade de morrer um homem, uma mulher e renascer um cristão.
Que a Páscoa possa fazer renascer em seu coração um sentimento novo, um sentimento de mudança.Que este seja um momento marcante em nossas vidas, seja realmente um divisor de águas e, unidos a Cristo, restauremos e busquemos a salvação. Aleluia, Nosso Senhor ressuscitou e vivo está !
OITAVA DA PÁSCOA
A Oitava de PáscoaEntendendo o tempo de viver a liturgia
Tempo Pascoal - A Oitava de Páscoa
- Histórico
"Eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos..."
1.- O Mistério Pascal é de tal importância na vida litúrgica da Igreja e na vida e atividade apostólica de todos os redimidos pelo Sangue de Cristo, que a sua celebração se prolonga por 50 dias, número cheio de significado, pois exprime também a plenitude da salvação definitivamente alcançada por Jesus Ressuscitado e por Ele oferecida aos homens.
Estamos, portanto, ainda plenamente dentro do Tempo Pascal. Neste tempo litúrgico, chamado Tempo Pascal, a Igreja faz-nos saborear toda a riqueza de doutrina e de vida, encerrada no Mistério da Redenção.
A partir da Vigília Pascal, até ao Pentecostes, como se todo este tempo fosse "um único grande domingo" (S. Atanásio), a Liturgia revive, "na alegria e na exultação", os diferentes aspectos do único e grande mistério : - "Cristo ressuscitado, nossa salvação".
Deste modo, a Páscoa, a Ascensão e o Pentecostes não são acontecimentos distintos, isolados. São três momentos históricos da vida do Ressuscitado, através dos quais se completa e aperfeiçoa o plano divino da Redenção.
2.- Este caracter unitário do Tempo Pascal é bem sublinhado pela Liturgia, ao chamar aos Domingos que nele ocorrem, "Domingos de Páscoa" e ao recordar, na Missa vespertina da Vigília de Pentecostes, que o Senhor quis "encerrar a celebração da Páscoa no tempo sagrado de cinqüenta dias". Verdadeira Primavera espiritual, este "tempo sagrado é", por excelência, o tempo da alegria cristã.
Essa alegria, que tem a sua expressão no cântico triunfal do Aleluia, com tanta freqüência repetido neste tempo litúrgico, nasce da certeza de que Jesus Cristo está vivo e presente no meio de nós, como no-lo indica o círio pascal, que continua a iluminar as nossas assembléias, até ao Pentecostes.
3.- O Tempo Pascal é também tempo de esperança. Os cinqüenta dias da celebração pascal são uma celebração antecipada dos bens do Céu, "do tempo da alegria, que virá depois, do tempo do repouso, da felicidade e da vida eterna. Hoje cantamos o Aleluia pelo caminho; amanhã será o Aleluia na prática" (S. Agostinho).
Durante o Tempo Pascal, as Leituras do Antigo Testamento são substituídas pelos Atos dos Apóstolos, em que S. Lucas nos narra a origem do novo Povo de Deus, sob a ação de Jesus Ressuscitado, nos transmite a pregação dos Apóstolos e nos descreve a vida da primeira comunidade cristã, assim como a difusão da fé. Comunidade em que Jesus Cristo Ressuscitado vive e age, na Igreja continua-se, na verdade, a História da Salvação. Nela, os anúncios dos profetas estão em vias de realização.
Quanto à 2ª Leitura, temos, no Ano A, S. Pedro com a sua 1ª Carta, de profundas características Pascais. A proclamação do Mistério Pascal, feita pelo Chefe da Igreja, nos Atos dos Apóstolos(1ª Leitura), prolonga-se assim na 2ª Leitura. Nos Anos B e C, S. João refere-nos o testemunho daquele que «viu com os seus olhos e tocou com as suas mãos o Verbo da Vida»(1 Jo.1,1).
A sua 1ª Carta, em que sobressaem os grandes temas do Discípulo amado a saber, a fé em Jesus, a salvação operada pela sua paixão e a lei da caridade, é lida no An o B. No Ano C, a 2ª Leitura é tirada do misterioso Livro, o Apocalipse, em que S. João, profeticamente, descreve o desenvolvimento triunfal do Povo de Deus, através dos tempos, e a sua vida na glória celeste.
Todos os Evangelhos do Tempo Pascal, à excepção de dois, são extraídos igualmente, de S. João. Todas as leituras do Tempo Pascal estão intimamente unidas entre si. Todas falam da fé em Cristo Ressuscitado e da vida da Igreja, reunida pela fé no Senhor Jesus. (Missal Popular).
O AMOR NÃO SE CONTENTA COM UM OLHAR
Maria, em lágrimas, inclina-se e olha para dentro do túmulo. Ela já tinha, todavia, constatado que o túmulo estava vazio e tinha anunciado o desaparecimento do Senhor. Por que se inclina, então, ainda? Por que quer ver de novo? Porque o amor não se contenta com um único olhar. O amor é uma conquista sempre mais ardente. Ela já O procurou, mas em vão. Obstina-se e acaba por descobrir.
No Cântico dos Cânticos, a Igreja dizia do mesmo Esposo: «No meu leito, de noite, procurei aquele que o meu coração ama. Procurei-o, mas não o encontrei. Vou levantar-me e percorrer a cidade; pelas ruas e pelas praças, vistes aquele que o meu coração ama?» (Ct 3, 1-2). Duas vezes ela exprime a sua decepção: «Procurei-o, mas não o encontrei!» Mas o sucesso vem, por fim, coroar o esforço: «Os guardas encontraram-me, aqueles que fazem ronda pela cidade. Vistes aquele que o meu coração ama? Mal os ultrapassei, encontrei aquele que o meu coração ama. » (Ct 3,3-4)
E nós, quando, nos nossos leitos, procuraremos o Amado? Durante os breves repousos desta vida, quando suspiramos na ausência do nosso Redentor. Nós O procuramos na noite, pois, apesar do nosso espírito já estar desperto para Ele, os nossos olhos só veem a Sua sombra. Mas como não encontramos nela o Amado, levantemo-nos! Percorramos a cidade, ou seja, a assembleia dos eleitos. Procuremos de todo o coração. Procuremos nas ruas e nas praças, ou seja, nas passagens escarpadas da vida ou nos caminhos espaçosos. Abramos os olhos, procuremos aí os passos do nosso Amado.
Esse desejo fez Davi dizer: «A minha alma tem sede do Deus da vida. Quando irei ver a face de Deus? Sem descanso, procurai a Sua face» (Sl 42,3).
Lembro a você que “ver o Senhor é ver nosso próprio destino”. Nós fomos criados para a eternidade, na vida em comunhão com Deus. Chore! Grite! Apresente a Jesus sua tristeza e necessidade. Pois Ele lhe responderá chamando o seu nome, como chamou a Maria. E dirá: “Por que choras? Eu estava morto, mas agora vivo para sempre e tenho as chaves de tudo nas mãos. Posso abrir e fechar. Peça o que quiser e Eu lhe darei o que pedir”.
Padre Bantu Mendonça
EVANGELHO: Jo 20, 11-18
Terça-Feira, 2 de Abril de 2013
Oitava da Páscoa
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 11Maria estava do lado de fora do túmulo, chorando. Enquanto chorava, inclinou-se e olhou para dentro do túmulo. 12Viu, então, dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
13Os anjos perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: ”Levaram o meu Senhor e não sei onde o colocaram”. 14Tendo dito isto, Maria voltou-se para trás e viu Jesus, de pé. Mas não sabia que era Jesus. 15Jesus perguntou-lhe: “Mulher, por que choras? A quem procuras?” Pensando que era o jardineiro, Maria disse: “Senhor, se foste tu que o levaste dize-me onde o colocaste, e eu o irei buscar”.
16Então Jesus disse: “Maria!” Ela voltou-se e exclamou, em hebraico: “Rabuni” (que quer dizer: Mestre). 17Jesus disse: “Não me segures. Ainda não subi para junto do Pai. Mas vai dizer aos meus irmãos: subo para junto do meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”. 18Então Maria Madalena foi anunciar aos discípulos: “Eu vi o Senhor!”, e contou o que Jesus lhe tinha dito.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
terça-feira, março 26, 2013
MEDITEMOS COM JESUS E OS DISCIPULOS
Jesus aponta o traidor - Jo 13,21-33.36-38
Jesus ficou interiormente perturbado e testemunhou: “Em verdade, em verdade, vos digo: um de vós me entregará”. Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem estava falando. Ao lado de Jesus, estava reclinado um dos seus discípulos, aquele que Jesus mais amava. Simão Pedro acenou para que perguntasse de quem ele estava falando. O discípulo, [...] perguntou: “Senhor, quem é?” Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der um bocado passado no molho”. Jesus molhou um bocado e deu a Judas, filho de Simão Iscariotes. Depois do bocado, Satanás entrou em Judas. [...] Ele saiu imediatamente. Era noite. [...] Jesus disse: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, Deus também o glorificará, e o glorificará logo. Filhinhos, por pouco tempo eu ainda estou convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, [...]‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”. Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, não podes seguir-me agora; mais tarde me seguirás”. Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei minha vida por ti!” Jesus respondeu: “Darás tua vida por mim? Em verdade, em verdade, te digo: não cantará o galo antes que me tenhas negado três vezes”.
LEITURA ORANTE
ORAÇÃO INICIAL
Começo pedindo luzes para bem rezar a Palavra para todosos que navegam na rede da internet, neste início da Semana Santa:
- Vinde, ó Deus em meu auxílio.
- Socorrei-me sem demora.
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
- Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Hino
O fel lhe dão por bebida
sobre o madeiro sagrado.
Espinhos, cravos e lança
ferem seu corpo e seu lado.
No sangue e água que jorram,
mar, terra e céu são lavados.
Ó cruz fiel sois a árvore
mais nobre em meio às demais,
que selva alguma produz
com flor e frutos iguais.
Ó lenho e cravos tão doces,
um doce peso levais.
Árvore, inclina os teus ramos,
abranda as fibras mais duras.
A quem te fez germinar
minora tantas torturas.
Leito mais brando oferece
ao Santo Rei das alturas.
Só tu, ó Cruz, mereceste
suster o preço do mundo
e preparar para o náufrago
um porto, em mar tão profundo.
Quis o cordeiro imolado
banhar-te em sangue fecundo.
Glória e poder à Trindade.
Ao Pai e ao Filho Louvor.
Honra ao Espírito Santo.
Eterna glória ao Senhor,
que nos salvou pela graça
e nos remiu pelo amor.
A vós, Trindade clemente,
com toda a terra adoramos,
e no perdão renovados
um canto novo cantamos.
1- LEITURA (VERDADE)
O que diz o texto do dia?Leio atentamente, Bíblia, o texto: Jo 13,21-33.36-38, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Nesta ceia os apóstolos estão com Jesus.
Entre eles, destacam-se:
João, aquele "a quem Jesus amava",
Simão Pedro, representando as pessoas em busca de identidade
e Judas Iscariotes, o traidor.
Nas refeições solenes, dar um pedaço de pão umedecido no molho era sinal de carinho especial. Jesus entrega este pedaço de pão a Judas Iscariotes. Com isto o Evangelho dá a entender que Jesus ama de maneira extraordinária aquele que o trairá. A traição não foi obra de inimigos de Jesus. Aconteceu por meio de um dos seus apóstolos. Pedro se manifesta distante de Jesus, não só fisicamente, mas precisa da mediação de João para se comunicar com o Mestre. Diz que gostaria de seguir Jesus logo. Isto está implícito na sua pergunta, mas, em seguida, durante o julgamento de Jesus, vai trai-lo por três vezes.
2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)
O que o texto diz para mim, hoje?Também eu me coloco à mesa, junto a Jesus. Em que lugar? Identifico-me com Pedro, João, ou com qual apóstolo? Os bispos, na Conferência de Aparecida falaram da comunidade de amor que nasce da Eucaristia e constrói a unidade. "A Igreja, como "comunidade de amor" é chamada a refletir a glória do amor de Deus que, é comunhão, e assim atrair as pessoas e os povos para Cristo. No exercício da unidade desejada por Jesus, os homens e mulheres de nosso tempo se sentem convocados e recorrem à formosa aventura da fé. "Que também eles vivam unidos a nós para que o mundo creia" (Jo 17,21). A Igreja cresce, não por proselitismo mas "por 'atração': como Cristo 'atrai tudo a si' com a força de seu amor". A Igreja "atrai" quando vive em comunhão, pois os discípulos de Jesus serão reconhecidos se amarem uns aos outros como Ele nos amou (cf. Rm 12,4-13; Jo 13,34)." (DAp 159).
3- ORAÇÃO (VIDA)
O que o texto me leva a dizer a Deus?Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações, ou com a
VIA SACRA
1. Jesus é condenado à morte por Pilatos (Mt27,26)
A cada estação, faço um momento de silêncio e depois rezo:
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.
2. Jesus carrega a sua Cruz (Mt 27,31)
3. Jesus cai pela primeira vez
4. Jesus encontra a sua Mãe
5. Jesus recebe ajuda de Simão para carregar a Cruz (Mt27.32)
6. Verônica enxuga o rosto de Jesus
7. Jesus cai pela segunda vez sob o peso da Cruz
8. Jesus fala às mulheres de Jerusalém (Lc 23,27)
9. Jesus cai pela terceira vez sob o peso da Cruz
10. Jesus é despojado de suas vestes (Mt 27,35)
11. Jesus é pregado na Cruz
12. Jesus morre na Cruz (Mt 27,50)
13. Jesus é descido da Cruz (Mt 27,59)
14. Jesus é sepultado (Mt27,60)
15. Jesus ressuscita (Mt 28,5).
Termino, fazendo com muita consciência o sinal da cruz:
"Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".
4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?Meu novo olhar é de acolhimento a Jesus na pessoa dos irmãos. Preciso de mais conversão. Às vezes sou como Pedro: distante e sem compromisso.
BÊNÇÃO
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
UM ALERTA PARA TODOS NÓS
Antes das celebrações da Ceia e da Paixão, a Igreja coloca para todos os cristãos a personalidade de Judas, o traidor de Jesus, entregando-o aos Seus algozes para, depois, ser preso e morto.
No Evangelho de hoje, Jesus levanta a voz e, dirigindo-se ao seu homem de confiança, diz: “Faça logo o que você tem de fazer”. Essas palavras devem ter soado nos ouvidos e no coração de Judas quase como uma obrigação, e ele saiu correndo, como se tivesse medo e vergonha da própria sombra, porque teve consciência, naquele momento, de que o Mestre sabia de seus planos e de sua traição. No entanto, não voltou atrás. Que pena!
Muita gente quis ver, nesse fato, uma espécie de “predeterminação”, como se Judas tivesse sido escolhido por Deus para ser o protagonista de um ato infame, mas necessário.
Necessário por ser a hora da manifestação plena do amor de Jesus, até o fim, sem recuar diante das ameaças que pairavam sobre Ele. É a plena manifestação de Sua divindade e eternidade.
Voltando ao caso Judas, diríamos que, na realidade, não era necessária sua atitude, pois Jesus podia ter sido descoberto e preso de outro modo. Se Judas, apesar de ser discípulo de Jesus e de ouvir, todos os dias, Seus ensinamentos, chegou a esse ato de traição, é porque tinha tendências e personalidade de traidor, tendências que nascem da ambição, da inveja, do egoísmo, da falsidade e falta de amor. O mais triste é que se tratava de uma pessoa íntima, porque, como disse o evangelista, ele “comia no mesmo prato do Mestre”. O nosso modo de comer difere do modo de comer dos judeus.
Era costume deles colocar, no centro da mesa, bandejas com comida, das quais cada um ia se servindo; em geral, com os dedos, com a mão. Costume que vigora ainda entre muitos povos. Judas pertencia aos amigos íntimos de Jesus. E isso é o que causa mais estranheza e tristeza.
Que essas considerações sirvam de alerta para nós, que pensamos estar livres de uma traição só pelo fato de sermos pessoas da Igreja e de comunhão frequente. Onde não existe amor verdadeiro tudo é possível.
Padre Bantu Mendonça
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