domingo, junho 05, 2011

QUEM FOI MADRE CLÉLIA MERLONI?

Madre Clélia Merloni
Ela emprestou seu corpo ao Evangelho, e o Evangelho se encarnou nela e começou a viver, a proclamar, a vibrar perfeitamente em sua pessoa.



Madre Clélia, a fundadora das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus, é um “sinal” luminoso de santidade, uma expressão viva do amor, uma fornalha de caridade.


Clélia nasce, entre festa e ternura, aos 10 de Março e 1861, na casa de Joaquim e Teresa Brandinelli, na cidade italiana de Forli. A pequena cresce como flor dos vales, entre as carícias e o amor de seus pais; dia a dia vai formando a sua personalidade, qual rede tecida de sonhos: estudo, sucesso profissional, segurança econômica, roda de amigos, e depois festas, damas, cavalheiros, fontes, jardins...
Será feliz? Aparentemente sim, porém, em seu íntimo existe um vazio a ser preenchido, um ângulo a ser iluminado, um castelo de sonhos que deve ser desfeito e queimado com um forte amor, o do Coração Divino.


Seu ideal

Numa noite de insônia, na prostração de uma doença, ao mesmo tempo misteriosa e preocupante, vê Jesus Crucificado, em tamanho natural, inclinar-se amorosamente para ela, mostrando-lhe o Coração e pedindo auxílio. Pede-lhe amor. E subitamente, como por encanto, brota do coração de Clélia a resposta: “Sim, vou contigo, quero viver só para Ti”.


A partir deste momento os caminhos dos dois corações fundem-se num só, e o amor começa a passar abundantemente de um Coração para o outro. Entre eles tudo é comum: alegrias e sofrimentos, ânsias e temores, pensamentos e afetos, ações e motivações, tudo, tudo...


A jovem Clélia procura intensamente esta divina intimidade, correspondendo ao Amor com amor, vivendo e respirando amor, como a hera, que “deixada a si só, arrasta-se por terra, mas, unida a uma grande árvore, ergue-se aos mais altos cumes: imagem fiel da alma que caminha unida a Deus”.


Em sua experiência mística tende a interiorizar sempre mais a realidade do amor ao Sagrado Coração e confia que “o Coração de Jesus nos aproxima a cada instante, dentro de si,” como num itinerário de amor.


Clélia é uma mulher forte, capaz de vibrar e deixar-se envolver plenamente pelos acontecimentos. É uma mulher que, com a força de seu espírito e a perspicácia de sua sensibilidade, sabe arriscar o tudo de si pelo tudo de Deus e, guiada pelo Espírito Santo, escolhe para si e para suas Irmãs uma forma de vida escondida no Sagrado Coração de Jesus.


Sua vida é sustentada por um grande ideal, o do amor, e por muitos dons da graça. Mas é marcada também por indizíveis sofrimentos: tribulações no espírito e no corpo, sofrimentos físicos e espirituais, silêncio de Deus e das filhas, escuridão do espírito e dos sentidos, incompreensões, cruzes, tentações e tantas outras ocasiões que bem sabe inventar aquele Coração ao qual se doou inteiramente e para sempre.

Seu Instituto

Para as “Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus”, filhas de Madre Clélia, a vida de sacrifício e de oração, bem como a atividade apostólica têm seu centro no Coração de Cristo. O caminho que conduz a este coração é feito de uma ascese exigente: tem suas normas de vida, suas formas motivadoras, sua escala de humildade, o serviço total aos irmãos, um código penitencial iluminado pelo amor e uma intensa vida de união ao Sagrado Coração. As Apóstolas, hoje, desempenham seus trabalhos apostólicos em 14 países. Os membros do Instituto são aproximadamente 2000.

Personalidade de Madre Clélia Merloni


A tentativa de traçar, mesmo que em grandes linhas, o perfil humano e espiritual de quem quer que seja, é sempre uma tarefa difícil e arriscada, porque, na realidade, cada pessoa é um mistério para si mesma e muito mais para os outros.


É possível, porém, colocar em evidência alguns aspectos da grandeza de alma e os traços dominantes da personalidade de Clélia. Pode parecer lugar comum dizer que a Madre foi uma figura poliédrica, porém, esta é a verdade.


Bem poucos temperamentos apresentam, como o seu, tantos e tão variados aspectos e quase... opostos. Isto, no entanto, só aparentemente, porque nela encontramos a harmonia dos contrastes, isto é, a capacidade de unir e de integrar elementos que, com frequência, existem em separado. Sim, encontramos nela fortaleza e doçura, nobre altivez e profunda humildade, sinceridade e ternura, exigência de verdades claras e transparentes e paciente disponibilidade de buscar segurança e decisão, ao propor, de forma nua e crua, as exigências evangélicas e, ao mesmo tempo, sensibilidade e atenção em exigir de cada apóstola segundo a sua capacidade.


O Sagrado Coração tomara conta de sua mente e de seu coração desde o primeiro e decisivo encontro na casa de Merloni e continuou, por toda a vida, a impulsioná-la, aqui e ali, num aparente emaranhado de linhas e direções, com a força irresistível de seu Amor divino.


A visão clara daquilo que ela era antes de seu encontro com o Coração Divino e daquilo que, por sua causa, se tornou depois, explicam o sentimento de profunda humildade e a força de sua autoridade, e fazem dela uma pessoa altamente mística e, ao mesmo tempo, mulher de ação, criatura terna, afetuosa e susceptível a ímpetos enérgicos e ressentidos. Entre os dois extremos de doçura e de força, estende-se a gama da personalidade da Madre.
Na base de sua personalidade encontrava-se um físico excepcional: robusto, rijo, tenaz, resistente ao cansaço físico e espiritual. Sem esta robustez física e o sólido equilíbrio psíquico não teria sido possível resistir às intermináveis e estafantes provas, às dificuldades de todo gênero; unidas às preocupações materiais e espirituais pelas comunidades nascentes, aos tormentos e obstáculos surgidos a cada passo no seu caminho, vindos de perto e de longe, de desconhecidos e de pessoas conhecidas e até do mesmo Deus, que se esmerava em purificar e tornar transparente aquele físico e aquele espírito, através de um longa e sofrida Via Sacra. Se se considera também, que a maior parte de sua preciosa e abundante correspondência era feita em pequenos intervalos, em retalhos de tempo, devemos confirmar nela uma resistência física e espiritual que chega a ser prodigiosa.

Traços Pedagógicos da Personalidade de Madre Clélia Merloni

O primeiro traço, considerado essencial, é que ela ensinava com os fatos. Madre Clélia não apresentava uma doutrina, não se aventurava em princípios teóricos, não falava continuamente de virtude, mas limitava-se a encarnar o ideal da pessoa verdadeiramente consagrada ao Sagrado Coração, convicta de que os fatos falam por si mesmos. Portanto, só exigia das outras o que experimentava, jamais o que não estava em condição de praticar primeiro. Consequentemente, a palavra e o escrito eram sempre precedidos pela prática.


Sua vida era o mais convincente dos discursos. Sua interioridade, seu espírito de sacrifício, o recolhimento, a pobreza, a extraordinária capacidade de doação, a generosidade, o tato, a delicadeza, constituíam o texto inconfundível das suas lições. Ela não era uma Mestra na cátedra, mas um modelo nos corredores do convento. Daí seu vocabulário: “dar bom exemplo, tanto nas coisas pequenas como nas grandes”.


O argumento vital da Madre era solidamente radicado e fundamentado no amor – O amor era o ponto de referência, o meio, o fim e a explicação de toda a sua atividade de Fundadora e de Formadora – ela podia afirmar com São João: “...acreditei no amor”, isto é, direcionei toda a minha vida para o amor, confiei e me abandonei cegamente ao amor.


Madre Clélia aceita permanecer por muitos anos no silêncio, no aquecimento, no escuro, para oferecer a suas filhas a luz resplendente e calorosa do Coração de Jesus. Aceita viver um longo tempo na dolorosa situação de separada, de isolada, a fim de conseguir comunhão fraterna e calma interior às Irmãs do seu Instituto; aceita generosamente ser “ninguém” para que o Instituto seja reconhecido e tenha o direito à vida na Igreja.


Em nome do amor, ela tem infinito respeito por todos. Não tem a força de impor nada, mas de propor, de convencer. Serve-se da fina arte da persuasão. Na verdade, não força, não usa violência, mas simples e suavemente solicita, convida, estimula. Encontramos uma vez mais na Madre o princípio pedagógico: quem educa não deve substituir-se ao aluno, mas empenhar-se em solicitá-lo a partir “de dentro”. Com o fascínio próprio da verdade, estimular a adesão, respeitando plenamente a liberdade, dando tempo ao tempo.


Tornar-se “pequenino”

“Recomenda-te ao Espírito Santo. Pede-lhe que encha o teu coração com sua divina Graça. Jesus deseja que te humilhes, que Ele te concede suas graças. Lembra-te de que os pequeninos são os mais amados por Jesus”. É Madre Clélia quem fala, e se refere à declaração que Jesus faz, de acordo com o texto do Evangelista Mateus: “Se não vos tornardes como os pequeninos, não entrareis no Reino dos Céus”.


"Só poderemos apreender toda a intensidade espiritual da expressão de nossa Fundadora, “tornar-se pequeno”, focalizando o aspecto histórico-teológico da afirmação de Jesus."
No mundo semítico, os pequenos, as crianças, eram os últimos na escala social, quanto a direitos e consideração. Simbolizavam a debilidade, a insignificância. Por isto, os rabinos consideravam perda de tempo ensinar a “lei” a uma criança. O Rabi Johanan afirmava que “no dia em que foi destruído o templo, a profecia foi tirada dos profetas e dada aos estultos e às crianças”.


Jesus, ao contrário, propõe, à atenção de todos, justamente os pequeninos, não como modelo de qualidades morais, mas pela sua “humilde” e desprezada posição na escala social e pelas suas condições naturais. Por natureza, os pequeninos dependem dos pais e de todos os que são maiores que eles. Não têm convicções pessoais, não se preocupam de si, nem com o hoje ou amanhã.


Em tudo, dependem dos pais, abandonado-se plenamente em suas mãos. As crianças não têm ambições, não brigam, não pensam mal dos outros. São simples, dóceis, maleáveis, fáceis de serem conduzidas.


O Mestre Jesus, neste texto, não se dirige somente ao Colégio Apostólico, mas à Igreja inteira, e exorta a todos a “se tornarem pequenos” diante de Deus e dos irmãos, a reconhecerem a própria indigência e incapacidade, derrubando atitudes de orgulho e de auto-exaltação. Só quem é pequeno sabe viver como os “pequenos”. E a Igreja Primitiva e a Igreja de todas as épocas, assim como as Comunidades religiosas, não devem ser constituídas por pessoas ricas, nobres, dotadas e poderosas, mas por gente humilde, fraca, desarmada, pobre, justamente como os pequenos, as crianças, que se apresentam a todos com os seus dons naturais.


Compreende-se logo, que quando se refere à “infância evangélica” trata-se de valores muito difíceis e complexos. Não se trata de valores naturais, que se manifestam num temperamento mais ou menos humilde, mas de árduas conquistas, através de longos e repetidos exercícios. Só naquele que se tornou pequeno, superando a idade adulta, é que se encontram a fragilidade, a pequenez, a humildade.


Justamente por isso, Madre Clélia, repetindo fielmente a fórmula evangélica, não exorta a permanecer, mas a tornar-se pequeno, pois ninguém se torna pequeno, mas pequeno se nasce, para crescer e tornar-se adulto, tornando-se novamente pequeno, buscando uma infância que é própria da maturidade, que não é natural, mas conquistada. É uma infância que exige trabalho diário, difícil empenho de análise e de crítica do próprio comportamento, para conquistar o estado de infância.






Homilia Ascensão de Jesus ao céu

A Ascensão descortinou para os apóstolos um vasto campo de missão que abrangia o mundo inteiro e toda a humanidade. Uma vez concluída a caminhada terrena do Messias, urgia levar adiante esta missão, para que todos pudessem beneficiar-se da salvação realizada por ele.
Enviados pelo poder que Jesus recebeu do Pai, os apóstolos deveriam partir, dispostos a caminhar por todas as estradas do mundo, e a anunciar a Boa-Nova da salvação a quantos encontrassem. Ninguém podia ser deixado de lado, pois a salvação é um direito de todos.
O sinal de adesão a Jesus dar-se-ia no batismo feito “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Seria a forma de vincular toda a humanidade com o Pai, por meio de Jesus, na força do Espírito Santo. Desta comunhão de amor deveria surgir uma humanidade nova, fundada na filiação divina e na fraternidade.
Os apóstolos tinham como tarefa levar os novos discípulos a pautar suas vidas pelos ensinamentos do Mestre. Nada de novas doutrinas! Bastaria ensinar os batizados a observar tudo quanto Jesus lhes havia ensinado: nada mais do que amar a Deus e ao próximo, como fora explicitado no Sermão da Montanha.
Uma certeza deveria animar os apóstolos: o Ressuscitado estaria para sempre junto deles, incentivando-os a serem fiéis à missão. Portanto, nada de se deixarem abater pela grandiosidade e pelas exigências da tarefa recebida.

sábado, junho 04, 2011

Missa da Ascensão do Senhor

Domingo, 5 de Junho de 2011 Ascensão do Senhor
Introdução ao espírito da Celebração
Neste domingo, dedicado à Ascensão do Senhor, recordamos simultâneamente o Dia Mundial dos Meios de Comunicação Social. Pelas representações que a liturgia da Palavra nos apresenta, pode parecer que é uma festa que nos convida a olhar para o céu. Na realidade, passa-se exactamente o contrário: é uma solenidade que nos convida a olhar para a terra, para os homens a quem teremos de fazer chegar, por todos os meios ao nosso alcance, a presença de Cristo e da Sua Boa Nova, mais do que nunca, lançando mão das novas tecnologias de Comunicação. É este o papel da Igreja, é este o testemunho que Ele nos mandou realizar até que volte de novo, para que seja «tudo em todos».Iniciemos, pois, esta celebração procurando centrar a nossa atenção naquilo que tem sido a nossa experiência testemunhal cristã com a coragem de saber pedir perdão por todas as vezes que temos omitido tal critério.

Oração colecta: Deus onipotente, fazei-nos exultar em santa alegria e em filial acção de graças, porque a ascensão de Cristo, vosso Filho, é a nossa esperança: tendo-nos precedido na glória como nossa Cabeça, para aí nos chama como membros do seu Corpo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.



Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 1,1-11)

Leitura dos Atos dos Apóstolos:
1No meu primeiro livro, ó Teófilo, já tratei de tudo o que Jesus fez e ensinou, desde o começo, 2até o dia em que foi levado para o céu, depois de ter dado instruções pelo Espírito Santo, aos apóstolos que tinha escolhido. 3Foi a eles que Jesus se mostrou vivo, depois de sua paixão, com numerosas provas. Durante quarenta dias apareceu-lhes falando do Reino de Deus.
4Durante uma refeição, deu-lhes esta ordem: “Não vos afasteis de Jerusalém, mas esperai a realização da promessa do Pai, da qual vós me ouvistes falar: 5‘João batizou com água; vós, porém, sereis batizados com o Espírito Santo, dentro de poucos dias’”.
6Então os que estavam reunidos perguntaram a Jesus: “Senhor, é agora que vais restaurar o Reino de Israel?”
7Jesus respondeu: “Não vos cabe saber os tempos e os momentos que o Pai determinou com a sua própria autoridade. 8Mas recebereis o poder do Espírito Santo que descerá sobre vós, para serdes minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra”.
9Depois de dizer isso, Jesus foi levado ao céu, à vista deles. Uma nuvem o encobriu, de forma que seus olhos não podiam mais vê-lo.
10Os apóstolos continuavam olhando para o céu, enquanto Jesus subia. Apareceram então dois homens vestidos de branco, 11que lhes disseram: “Homens da Galileia, por que ficais aqui parados, olhando para o céu? Esse Jesus que vos foi levado para o céu virá do mesmo modo como o vistes partir para o céu”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 46)
— Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta.
— Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta.


— Povos todos do universo, batei palmas,/ gritai a Deus aclamações de alegria!/ Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo,/ o soberano que domina toda a terra.
— Por entre aclamações Deus se elevou,/ o Senhor subiu ao toque da trombeta./ Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa,/ salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!
— Porque Deus é o grande Rei de toda a terra,/ ao som da harpa acompanhai os seus louvores!/ Deus reina sobre todas as nações,/ está sentado no seu trono glorioso.

Segunda leitura (Efésios 1,17-23)


Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios:
Irmãos: 17O Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai a quem pertence a glória, vos dê um espírito de sabedoria que vo-lo revele e faça verdadeiramente conhecer. 18Que ele abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá; qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, 19e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente.
20Ele manifestou sua força em Cristo, quando o ressuscitou dos mortos e o fez sentar-se à sua direita nos céus, 21bem acima de toda a autoridade, poder, potência, soberania, ou qualquer título que se possa mencionar, não somente neste mundo, mas ainda no mundo futuro. 22Sim, ele pôs tudo sob seus pés e fez dele, que está acima de tudo, a Cabeça da Igreja, 23que é o seu corpo, a plenitude daquele que possui a plenitude universal.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.





Evangelho (Mateus 28,16-20)

— O Senhor esteja convosco!
— Ele está no meio de nós!
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 16os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram.
18Então Jesus aproximou-se e falou: “Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Terço Meditado

Vinde ó Deus em nosso auxilio,                                   Senhor socorrei-nos e salvai-nos.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,                  Como era no principio agora e sempre. Amém.

Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu e socorrei as que mais precisarem.

Mistérios Gozosos (segunda e sábado)

1º. Mistério
Contemplamos a anunciação do Anjo Gabriel a Virgem Maria. (Lc 1,26-38)
Deus toma sempre a iniciativa, é Ele quem chama. Chamou Maria para ser mãe do salvador, do Seu Filho Jesus. Maria com pouca idade faz sua opção livre, diz sim acolhendo em sua vida o plano do Senhor. Em nossa vida Deus também toma sempre a iniciativa e nos convida a segui-Lo e quer nossa resposta livremente. Deus não quer ninguém obrigado, Seu amor por nós é incondicional.
Pai Nosso...   10 Aves-Marias  Glória ao Pai... ó meu Jesus perdoai-nos....



2º Mistério
Contemplamos a visita de Maria a sua prima Isabel. (Lc 1,39-56)
Maria ao dizer sim se coloca a disposição de Isabel numa atitude de generosidade, caridade e amor. Vai à casa de Isabel e fica com ela três meses, ajudando-a em tudo. Nossa Senhora nos ensina que o amor sempre passa pela generosidade, pela caridade, pela partilha de nosso tempo, nosso trabalho e sempre vai ao encontro do irmão mais necessitado. Se colocar a disposição do outro é estar disponíveis para Deus.
Pai Nosso...     10 Aves-Marias    Glória ao Pai...    ó meu Jesus, perdoai-nos....

3º. Mistério
Contemplamos o nascimento do Menino Deus na gruta de Belém. (Lc 2,1-21)
O Verbo de Deus se homem e veio habitar entre nós. Jesus nasce numa gruta fria, por falta de lugar na cidade de Belém, o Salvador não encontra acolhida no meio do povo que com Sua Vida irá salvar. Hoje a mais de dois mil anos será que Ele ainda encontra portas fechadas? mesmo tendo tudo consumado Jesus Cristo procura lugar em nossos corações, busca portas abertas para que Seu Amor reine em nossas vidas.
Pai Nosso...     10 Aves-Marias      Glória ao Pai...     ó meu Jesus, perdoai-nos...

4º. Mistério
Contemplamos a apresentação de Jesus no Templo e a purificação de Nossa Senhora. (Lc 2,22-40)
Maria e José levam o menino Jesus ao Templo. A obediência a Deus passa pelo concreto humano. Deus nos conhece inteiramente, sabe tudo de nós. Quando respondemos sim ao plano do Senhor, estamos confiando a Ele toda nossa vida, todo nosso querer, prometendo obediência a Sua Santa Vontade. A vontade de Deus passa sempre por nosso humano, nosso concreto, pois a vontade de Deus é que sejamos Felizes. Para sermos felizes é preciso apenas fazer o outro feliz ou seja viver com autenticidade o amor e o perdão.
Pai Nosso...     10 Aves-Marias      Glória ao Pai....         ó meu Jesus, perdoai-nos...


5º. Mistério
Contemplamos a perda e o encontro do menino Jesus entre os doutores da Lei. (Lc 2,41-52)
Jesus com doze anos vai ao Templo, nos ensinando que em qualquer tempo é preciso cuidar das coisas do Pai. Cuidar de tudo que é do Pai, não missão fácil, mas Ele mesmo nos concede Sua graça para realizarmos esta missão. Cuidar das coisas do Pai significa ser evangelizador(a), ser testemunha e anunciadores(as) de Cristo e ser construtores(as) do Reino de Deus. O mundo está carente de abraço cheio de amor, de esperança e de misericórdia. Deus conta conosco para saciar a carência do mundo. Corra o risco deixe-se amar por Deus para amar as pessoas, deixando que o plano de Deus se concretizar em nossas vidas e na vidas dos nossos irmãos e irmãs.
Pai Nosso...     10 Aves-Marias     Glória ao Pai....
Salve Rainha...

Jesus Manso e humilde de Coração

Jesus nos deu tantos exemplos de como viver bem com o próximo, nos ensinou a amar, perdoar, respeitar, sermos generosos, acolhedores, firmes, corrigir sem violência. mas porém olhando o mundo hoje parece que foi pouco, sua vida, seus exemplos, sua paixão, morte e ressurreição. quanta violência, opressão, injustiça, falta de perdão, de amor. não foi pouco, não. um Deus que se fez homem, que deixou sua glória e veio viver no meio de nós, não pode ter sido pouco, o que acontece é que os homens e mulheres não fazem experiência desse grande amor e misericordia que Deus tem por nós. é preciso ter na vida de todo ser humano um momento especial e único de encontro com Deus, para neste encontro possamos experimentar seu infinito amor e misericórdia em nossas vidas. ninguém oferece aquilo que não tem, o amor vem de Deus, se não abrirmos as portas do coração para Ele então nunca poderemos amar de verdade.
Jesus e a samaritana, uma mulher sofrida que carrega o peso de seus pecados e que num dia tem um encontro com Aquele que a ama de verdade, ela se abre e deixa-se amar. sua vida se transforma, sua caminhada muda de rumo e toma a direção da salvação, a direção da alegria de-se descobrir amada, perdoada, acolhida por Alguém especial. agora ela pode amar, perdoar, compreender, pois foi amada, perdoada e compreendida pelo Rei dos Reis, o Senhor dos senhores.
Nossa sociedade, nosso mundo, o povo de hoje está vivendo um individualismo sem tamanho, está perdido no consumismo desenfreado, materialismo, egoísmo que gera fome, miséria, injustiça para muitos e poder, riqueza para poucos, fazendo crescer a violência, consumo de drogas, famílias em pedaços, pessoas em cacos.
Jesus nos pede, nos faz um apelo ao amor. só o amor pode transformar o mundo. pois o amor é Deus e Deus pode mais. é urgente a necessidade de acordarmos para o amor. Deus nos chama a vivermos o amor na mansidão e humildade. o Senhor conta conosco, confia em nós, assim como confiou nos Apóstolos. a decisão é nossa, a resposta é nossa. porém se dissermos sim Ele nos capacita, nos dá a graça para lutar e vencer.
Jesus manso e humilde de coração, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.

Homilia de 04/06/2011

Jesus anuncia algo novo na maneira de orar


Pedir ao Pai em nome de Jesus significa pedir em união de vontade com Jesus. Jesus anuncia algo novo na maneira de orar. Pedir em união com Jesus é pedir que o Pai seja glorificado. A glória do Pai é que todos que amam a vida manifestada por Jesus tenham a vida eterna. Todos aqueles que se comprometem com o florescer da vida partilham de uma alegria completa, em comunhão com Jesus e o Pai. Até então Jesus, através da comunicação oral, falava por meio de figuras. Após sua partida, pelo dom do Espírito, Jesus falará claramente do Pai. A partir deste dom, os discípulos terão uma experiência nova do amor do Pai. No Espírito terão um conhecimento amadurecido das palavras de Jesus e de sua prática amorosa, bem como terão a experiência de Deus na vida fraterna e partilhada. O Prólogo do evangelho de João anunciara a encarnação do Verbo que estava em Deus. Jesus, o Verbo encarnado, anuncia agora a sua volta para o Pai. A volta ao Pai significa o assumir com ele todos os que, no mundo, nele creram, comunicando a todos, pelo Espírito, a própria vida divina e eterna.

Liturgia de 04/06/2011

Sábado, 4 de Junho de 2011
6ª Semana da Páscoa

Primeira leitura (Atos dos Apóstolos 18,23-28)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.
23Paulo permaneceu algum tempo em Antioquia. Em seguida, partiu de novo, percorrendo sucessivamente as regiões da Galácia e da Frígia, fortalecendo todos os discípulos. 24Chegou a Éfeso um judeu chamado Apolo, natural de Alexandria. Era um homem eloquente, versado nas Escrituras.
25Fora instruído no caminho do Senhor e, com muito entusiasmo, falava e ensinava com exatidão a respeito de Jesus, embora só conhecesse o batismo de João. 26Então, ele começou a falar com muita convicção na sinagoga. Ao escutá-lo, Priscila e Áquila tomaram-no consigo e, com mais exatidão, expuseram-lhe o caminho de Deus.
27Como ele estava querendo passar para a Acaia, os irmãos apoiaram-no e escreveram aos discípulos para que o acolhessem bem. Pela graça de Deus, a presença de Apolo aí foi muito útil aos fiéis. 28Com efeito, ele refutava vigorosamente os judeus em público, demonstrando pelas Escrituras que Jesus é o Messias.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.


Salmo (Salmos 46)
— O Senhor é o grande Rei de toda a terra.
— O Senhor é o grande Rei de toda a terra.

— Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra.
— Porque Deus é o grande Rei de toda a terra, ao som da harpa acompanhai os seus louvores! Deus reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso.
— Os chefes das nações se reuniram com o povo do Deus santo de Abraão, pois só Deus é realmente o Altíssimo, e os poderosos desta terra lhe pertencem!


Evangelho (João 16,23b-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
23b“Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes ao Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. 24Até agora nada pedistes em meu nome; pedi, e recebereis; para que a vossa alegria seja completa.
25Disse-vos estas coisas em linguagem figurativa. Vem a hora em que não vos falarei mais em figuras, mas claramente vos falarei do Pai. 26Naquele dia pedireis em meu nome, e não vos digo que vou pedir ao Pai por vós, 27pois o próprio Pai vos ama, porque vós me amastes e acreditastes que eu vim da parte de Deus. 28Eu saí do Pai e vim ao mundo; e novamente parto do mundo e vou para o Pai”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.