domingo, fevereiro 05, 2012

liturgia deste domingo

O PODER SOBRE A DOENÇA

1ª leitura: (Jó 7,1-4.6-7) A vida, um amontoado de miséria – Jó foi fortemente provado por Deus. Seus amigos não o conseguem consolar (2,11). Ensinam-lhe a ver no seu sofrimento o castigo de Deus. Mas, para Jó, o sofrimento permanece um mistério. Com amargura, considera sua vida, e só consegue pedir que a aflição não seja forte demais e Deus lhe dê um pouco de sossego. – O A.T. não tinha resposta para o problema do sofrimento. A resposta está em Jesus Cristo, que assume o sofrimento até o fim (evangelho). * 7,1-4 cf. Eclo 40,1-2; 30,17; 40,5; Dt 28,67 * 7,6-7 cf. Sl 39[38],5-6; Is 38,12; Sl 78[77],39; 89[88],48.
2ª leitura: (1Cor 9,15-19.22-23) “Ai de mim, se eu não evangelizar” – 1Cor 8–10 forma uma unidade em redor da questão se o cristão pode sempre fazer o que, em si, não seria um mal: p. ex., comer carne dos banquetes idolátricos (já que o cristão não acredita nos ídolos). Resposta: a norma é a caridade; se tal comportamento causar a queda do “fraco na fé” (que ainda não se libertou destas crenças), deve ser evitado. Argumento: eu também não faço tudo o que teria o direito de fazer: p. ex., receber gratificação por meu apostolado. Já que tal gratificação poderia ser mal interpretada, prefiro ganhar meu pão doutro modo. A gratificação de meu apostolado consiste no prazer de pregar o Evangelho de graça, pois o que importa é que ele penetre nos corações. * 9,16-17 cf. Jr 20,9; At 9,15-16; 22,14-15 * 9,19, cf. Mt 20,26-27.
Evangelho: (Mc 1,29-39) Jesus assume o sofrimento de todos – O “dia em Cafarnaum” (iniciado em 1,21; cf. dom. passado) continua, com gestos que falam de Deus. A sogra de Pedro é curada de uma febre (coisa perigosa, antigamente) e transformada numa pessoa que, no seu servir, mostra sua fé. Ao anoitecer, no fim do sábado, quando o povo começa a se movimentar, Jesus cura os doentes e exorciza os demônios, que o reconhecem como o Enviado de Deus. Na manhã seguinte, retira-se para orar. A partir de seu encontro com Deus, revela, aos discípulos que vêm buscá-lo, que sua missão o levará a outros lugares, para evangelizar por palavras e gestos e assim realizar um início do Reino da misericórdia de Deus. * 1,29-31 cf. Mt 8,14-15; Lc 4,38-39 * 1,32-34 cf. Mt 8,16; Lc 4,40-41 * 1,35-39 cf. Lc 4,42-44; Mt 14,23; Lc 6,12; 9,28; Jo 13,3; 16,27-28.
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A vida é um “serviço de mercenário”, diz Jó (7,1; 1ª leitura). Como os bóia-frias, sempre leva a pior. Desperta cansado, e deitado não consegue descansar por causa das feridas. Que Deus dê um pouco de sossego... O A.T. não tem resposta para o sofrimento. Os amigos de Jó dizem que os justos são recompensados e os ímpios, castigados. Mas Jó protesta: ele não é um ímpio. A teoria da prosperidade dos justos não se verifica na realidade (21,5-6). Menos ainda convence-o o pedante discurso de Eliú, tratando de mostrar o caráter pedagógico do sofrimento (cap. 32–37). Os amigos de Jó não resolvem nada. Vendem conselhos, mas não se compadecem. Só colocam pimenta nas feridas.
Por outro lado, mesmo amaldiçoando seu próprio nascimento, Jó não amaldiçoa Deus, pelo contrário, reconhece e louva sua sabedoria e suas obras na criação: o abismo de seu sofrimento pessoal não lhe fecha os olhos para a grandeza de Deus! E é exatamente por este lado que entrará sossego na sua existência. Pois Deus se revelará a ele, tornar-se-á presente em seu sofrimento – ao contrário de seus amigos sabichões –, e esta experiência do mistério de Deus fará Jó entrar em si, no silêncio (42,1-6).
Também Jesus, no N.T., nunca apresenta uma explicação teórica do sofrimento. Neste sentido, concorda com os existencialistas: sofrer pertence mesmo à “condição humana”. Não há explicação. Mas ele traz uma solução: assume o sofrimento. No livro de Jó, o mistério de Deus se aproxima do homem. Em Jesus Cristo, como Mc o apresenta, o mistério se revela, gradativamente, sob o véu do “segredo” do Filho. No início, Jesus assume o sofrimento, curando-o (evangelho). Isto, porém, é apenas um sinal pois são poucos os que Jesus curou). No fim, ele assumirá o sofrimento, sofrendo-o. Aí, sua compaixão se torna realmente universal. Supera de longe o que aparece no livro de Jó. Se este nos mostra que Deus está presente onde o homem sofre (e isto já é uma grande consolação para Jó), Jesus nos mostra que Deus conhece o sofrimento do homem por dentro.
Mas, por enquanto, ele mostra apenas sinais da aproximação de Deus ao homem sofredor. Sinais, feitos com a “autoridade” que já comentamos no domingo passado. Jesus pegando na mão da sogra de Pedro, para fazê-la levantar de sua febre. Ao fim do dia, depois do repouso sabático, recebe uma multidão de gente para curá-los: novo sinal de “autoridade”. Inclusive, exorciza os endemoninhados, e os maus espíritos reconhecem seu adversário. Mas ele lhes proíbe desvendar seu mistério. Depois, retira-se, para se encontrar mais intensamente com o Pai; e quando os discípulos o vêm buscar para reassumir sua atividade em Cafarnaum, ele revela que a vontade de seu Pai é que vá às outras cidades também. Ele está inteiramente a serviço dos plenos poderes que o Pai lhe outorgou.
Essa plena disponibilidade aparece também na 2ª leitura, embora num contexto bem diferente. Trata-se da pretensa liberdade dos coríntios para fazerem tudo o que têm direito (p. ex. participar dos banquetes onde se serve carne sacrificada aos ídolos). Paulo não concorda: existe o aspecto objetivo (carne é carne e ídolos não existem) e o aspecto subjetivo (alguém, menos firme ou instruído na fé, pode comer as carnes idolátricas num espírito de superstição; 8,7). Portanto, diz Paulo, nem sempre devo fazer uso de meu direito. E coloca-se a si mesmo como exemplo: em vez de usar de seus direitos sociais, como sejam: levar consigo uma mulher cristã (9,5), ser dispensado de trabalho manual (9,6), receber salário pelo trabalho evangélico (9,14; cf. a “palavra do Senhor” a este respeito, Mt 10,10 e par.), Paulo anuncia o evangelho de graça, para que ninguém o suspeite de motivos ambíguos. Ora, essa atitude não é inspirada apenas por prudência, mas por paixão pelo evangelho: “Ai de mim, se eu não pregar o evangelho... Qual é meu salário? Pregar o evangelho gratuitamente, sem usar dos direitos que o evangelho me confere!” (9,17-18). Se tivermos em nós verdadeiro afeto pelo nosso irmão fraco na fé, desistiremos com prazer de algumas coisas que, em si, poderíamos fazer; e a própria gratuidade será a nossa recompensa, pois “tudo é graça”.
ASSUMINDO O SOFRIMENTO DE TODOS
As leituras de hoje estão interligadas por uma alusão quase imperceptível: enquanto Jó se enche de sofrimento até o anoitecer (1ª leitura), Jesus cura o sofrimento até o anoitecer (evangelho). O conjunto do evangelho mostra Jesus empenhando-se, sem se poupar, para curar os enfermos de Cafarnaum. E no dia seguinte, o poder de Deus, que ele sente agir em si, o impele para outras cidades – sem se deixar “privatizar” pelo povo de Cafarnaum. A paixão de Jesus é deixar fluir de si o poder benfazejo de Deus. Ele não pensa em si mesmo, não se protege, não se poupa. Ele assume, sem limites, o sofrimento do povo. Ele tem consciência de isso aí é sua missão: “Foi para isso que eu vim”. Ele não pode recusar a Deus esse serviço.
Nosso povo, muitas vezes, vê nas doenças e no sofrimento um castigo de Deus. Mas quando o enviado de Deus mesmo se esgota em aliviar as dores do povo, como essas doenças poderiam ser um castigo de Deus? Não serão sinal de outra coisa? Há muito sofrimento que não é castigo de quem sofre. Que é simplesmente condição humana, condição da criatura, porém, também ocasião para Deus manifestar seu amor ao ser humano. O evangelista João dirá que a doença é uma oportunidade para Deus manifestar sua glória (Jo 9,3; 11,4).
Por mais que o homem consiga dominar os problemas de saúde, não consegue excluir o sofrimento, pois esse tem outra fonte. No mais perfeito dos mundos – como o descreve um romance dos anos 1930 – no mundo sem doenças, os humanos sofrem pelo desamor, pela mútua manipulação, pela desconfiança, pela insignificância, pelo mal que o ser humano causa ao seu semelhante. Por isso, o relato bíblico do pecado atribui o sofrimento fundamentalmente ao pecado; porém, não ao pecado individual – o livro de Jó contesta com força tal atribuição (e também Jo 9,3, cf. acima) – mas ao pecado instalado na humanidade, o pecado das origens (Gn 3,15-19).
Que Jesus apaixonadamente se entrega à cura de todos os males, inclusive em outras cidades, é uma manifestação do Espírito de Deus, que está sobre Jesus, e que renova o mundo (cf. Sl 104[103],30). O evangelista Mateus (Mt 8,17) compreendeu isso muito bem, quando acrescentou ao texto de Mc 1,34 a citação de Is 53,4 (do Servo Sofredor): “Ele assumiu nossas dores e carregou nossas enfermidades”). Ora, se é pelo pecado do mundo que as dores se transformam num mal que oprime a alma, logo mais Jesus terá de se revelar como aquele que perdoa o pecado.
Também se hoje acontecem curas e outros sinais do amor apaixonado de Deus que se manifesta em Jesus Cristo, é preciso que reconheçamos nisso os sinais do Reino que Jesus vem trazer presente.
(Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB  e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. É Colunista do Dom Total).

segunda-feira, janeiro 30, 2012

CPT: Está na hora de acabar com a vergonha do trabalho escravo

Goiânia (GO), 30 jan  - A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou, neste sábado, 28 de janeiro, Nota Pública sobre o Trabalho Escravo na qual conclama: "Está na hora de se pôr um fim a esta exploração vergonhosa".


Leia a Nota:

Trabalho Escravo, um crime que persiste

Neste dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, 28 de janeiro, ao serem lembrados os oito anos da chacina de Unaí, MG, quando foram assassinados quatro servidores federais que atuavam na fiscalização das condições de trabalho no campo, a Coordenação Nacional da CPT, juntamente com a Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo, vem a público para expressar sua indignação diante da escandalosa demora do processo judicial decorrente deste bárbaro crime.

Com credibilidade já fortemente questionada junto à sociedade brasileira, o Poder Judiciário mantém-se refém de procedimentos que o fazem andar a passos de tartaruga, não oferecendo as respostas ansiosamente esperadas pela sociedade.

O mesmo acontece com o Legislativo. Logo após o crime de Unaí, o Senado se apressou e aprovou em dois turnos a PEC 438/2001, que estabelece o confisco das propriedades nas quais foi constatada a existência do trabalho escravo e sua destinação para a Reforma Agrária. A Câmara Federal também a aprovou, em primeiro turno, no dia 10/08/2004, devendo ir para votação em segundo turno. A partir de então não foi mais posta em votação, apesar dos constantes apelos de movimentos e entidades da sociedade civil e do requerimento de vários deputados de diferentes partidos. Quando a Câmara Federal vai acordar do torpor em que se encontra e votar esta medida, viabilizando, assim, um instrumento altamente dissuasivo contra uma chaga que aflige ainda milhares de trabalhadores? Ou prefere capitular diante das exigências do agronegócio e de sua articulada bancada? Propriedade ou dignidade? Lucro ou vida? Eis o dilema. Vai o econômico mais uma vez se sobrepor aos mais elementares direitos, como é o direito a um trabalho digno e seguro?

Nestes dias, o Ministro do Trabalho, ao lançar o Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas às de Escravo, afirmou que o Brasil está perto de vencer esta batalha. Realmente passos importantes já foram dados, mas muito sobra por fazer e a resistência é considerável.

Instituída pela Portaria 540/2004 do Ministério do Trabalho e Emprego e reforçada pela Portaria Interministerial 02/2011 - o cadastro dos empregadores que usam do trabalho escravo, conhecido como Lista Suja, está sendo questionado desde sua criação pela Confederação Nacional da Agricultura, CNA, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Caso vença tal ação, cairia por terra um instrumento eficiente na responsabilização dos atores econ?micos e financeiros envolvidos ao longo das cadeias produtivas da escravidão moderna. Em fins de novembro passado, o relator do processo no Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Brito, liberou o processo para julgamento. O STF pode vir a julgar esta ação a qualquer momento.

Está na hora de se pôr um fim a esta exploração vergonhosa. Já dizia Tiago, em sua carta: “Vejam, o salário dos trabalhadores que fizeram a colheita nos campos de vocês, retido por vocês, esse salário clama, e os protestos dos cortadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Ti 5,4).


Também clama pelo fim desta chaga que envergonha nossa nação o sangue derramado pelos servidores do MTE em Unaí. Este sangue exige dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo que assumam de vez a defesa incondicional dos direitos da pessoa, quebrando as amarras que os subjugam ainda ao bel prazer do poder econ?mico. Está na hora da cidadania reinar em nosso País.

Goiânia, 27 de janeiro de 2012.

Coordenação Nacional da CPT
Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo
Conselho Episcopal Pastoral da CNBB divulga Nota Oficial sobre Trabalho Escravo

Maiores Informações:
Cristiane Passos (Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6406 / 8111-2890
Antônio Canuto (Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6412

CNBB/CPT/SIR, 30/01/2012

domingo, janeiro 29, 2012

Liturgia das horas


Hora Média
V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio. R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.


HINO
Vinde, Espírito de Deus,
com o Filho e com o Pai,
inundai a nossa mente,
nossa vida iluminai.

Boca, olhos, mãos, sentidos,
tudo possa irradiar
o amor que em nós pusestes
para aos outros inflamar.

A Deus Pai e ao seu Filho
por vós dai-nos conhecer.
Que de ambos procedeis
dai-nos sempre firmes crer.

Salmodia


Ant. 1 Quem comer deste pão viverá eternamente.

Salmo 22(23)
O Bom Pastor O Cordeiro será o seu pastor e os conduzirá até às fontes da água viva (Ap 7,17).

1 O Senhor é o pastor que me conduz; *
não me falta coisa alguma.
2 Pelos prados e campinas verdejantes *
ele me leva a descansar.
– Para as águas repousantes me encaminha, *
3 e restaura as minhas forças.

– Ele me guia no caminho mais seguro, *
pela honra do seu nome.
4 Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, *
nenhum mal eu temerei;
– estais comigo com bastão e com cajado; *
eles me dão a segurança!

5 Preparais à minha frente uma mesa, *
bem à vista do inimigo,
– e com óleo vós ungis minha cabeça; *
o meu cálice transborda.

6 Felicidade e todo bem hão de seguir-me *
por toda a minha vida;
– e, na casa do Senhor, habitarei *
pelos tempos infinitos.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Quem comer deste pão viverá eternamente.

Ant. 2 O Senhor há de vir para ser glorificado
e admirado nos seus santos. Aleluia.

Salmo 75(76)
Ação de graças pela vitória
Verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu (Mt 24,30).
I 2 Em Judá o Senhor Deus é conhecido, *
e seu nome é grandioso em Israel.
3 Em Salém ele fixou a sua tenda, *
em Sião edificou sua morada.

4 E ali quebrou os arcos e as flechas, *
os escudos, as espadas e outras armas.
5 Resplendente e majestoso apareceis *
sobre montes de despojos conquistados. –

=6 Despojastes os guerreiros valorosos †
que já dormem o seu sono derradeiro, *
incapazes de apelar para os seus braços.
7 Ante as vossas ameaças, ó Senhor, *
estarreceram-se os caros e os cavalos.
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. O Senhor há de vir para ser glorificado
e admirado nos seus santos. Aleluia.

Ant. 3 Ao vosso Deus fazei promessas e as cumpri;
ao Senhor trazei ofertas, aleluia.

II8 Sois terrível, realmente, Senhor Deus! *
E quem pode resistir à vossa ira?
9 Lá do céu pronunciastes a sentença, *
e a terra apavorou-se e emudeceu,
10 quando Deus se levantou para julgar *
e libertar os oprimidos desta terra.

11 Mesmo a revolta dos mortais vos dará glória, *
e os que sobraram do furor vos louvarão.
12 Ao vosso Deus fazei promessas e as cumpri; *
vós que o cercais, trazei ofertas ao Terrível;
13 ele esmaga os reis da terra em seu orgulho, *
e faz tremer os poderosos deste mundo!
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Ao vosso Deus fazei promessas e as cumpri;
ao Senhor trazei ofertas, aleluia.

Leitura breve 1Cor 6,19-20
Ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e
que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais também que vós não
pertenceis a vós mesmos? De fato, fostes comprados, e por preço muito
alto. Então, glorificai a Deus com o vosso corpo.

V.
Minha alma desfalece de saudades
pelos átrios do Senhor.
R.
Meu coração e minha carne rejubilam
de alegria no Deus vivo.
Oração
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração, e amar
todas as pessoas com verdadeira caridade. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor. R. Graças a Deus.

sexta-feira, janeiro 27, 2012

VIDA CONSAGRADA

A VIDA CONSAGRADA
A Vida Consagrada é o nome que a Igreja Católica dá ao modo de viver das pessoas que deixaram as suas vidas profissionais e familiares e seu próprio futuro no mundo, numa tentativa de abnegação de si mesmo na vivência de votos ou conselhos evangélicos em restrito seguimento de Jesus Cristo numa busca de cristiformização em vista do serviço à Igreja na evangelização, intercessão e promoção da dignidade humana.
Segundo a Igreja Católica, a vida consagrada deve ser vista como "uma resposta livre a um chamamento particular de Cristo, mediante a qual os consagrados se entregam totalmente a Deus e tendem para a perfeição da caridade sob a moção do Espírito Santo" [1]
As pessoas consagradas, que podem ser leigos ou clérigos, homens ou mulheres, normalmente agrupam-se em institutos de vida religiosa (congregações e ordens religiosas) ou em institutos seculares, existindo porém aqueles que vivem isoladamente ou até em comunidade aberta, junto dos outros leigos não-consagrados. Dentro da Igreja Católica, existem vários institutos de vida religiosa, como por exemplo os franciscanos, capuchinhos, carmelitas, beneditinos, agostinianos, estigmatinos e tantas outras comunidades de frades, freiras e monges católicos.
Tal vivência se remete também aos membros das Comunidades Novas, que embora não tenham a chamada Vida Consagrada, aqui citada são homens e mulheres que nas últimas décadas vem "consagrando suas vidas a Cristo" em associações privadas de fiéis das Comunidades Novas.

"DEIXA TUDO VEM E SEGUE-ME"

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Paula Fernandes

Paula Fernandes



SEGUE O COMENTÁRIO ESCOLHIDO DESTA SEMANA

Elaine Tie

Destino é uma coisa muito maluca. Um dia, assim do nada, aparece uma pessoa que muda a vida da gente para sempre. Foi assim que surgiu em nossas vidas uma menina que falava com os olhos e cantava com o coração. Há algum tempo ela estava por aí, mas o tempo é sábio e nos apresentou-a na hora certa, e hoje damos graças a Deus pelos caminhos que nos levaram até ela pela primeira vez. Caminhos esses particulares, cada um tem o seu, mas todos nos levaram para o mesmo rumo: Descobrir Paula Fernandes. E quando descobrimos, nos apaixonamos. Emocionamos-nos com sua história de vida e com toda a sua luta pra chegar onde está agora. Hoje estamos aí torcendo, chorando, sorrindo, e como sorrimos, e como choramos...É tudo tão intenso! A cada nova conquista sentimos um orgulho danado, uma alegria imensa ao ouvir sua música tocar nas lojas, nos carros, nas casas, nas festas! Tudo que queremos é estar mais perto pra dividir esses momentos, mas você está tão longe que a gente inventa maneiras pra te sentir mais perto. A gente cria todo o tipo de fã clube, fazemos todo tipo de homenagem, passamos horas criando coisas que você possa curtir, quebramos nossa cabeça pensando no presente mais legal pra te entregar no camarim, sabemos os seus gostos, suas gírias, suas frases feitas, tudo. Mas uma coisa é certa, você está longe fisicamente, mas espiritualmente está muito perto de nós. É uma troca de energias, o pensamento viaja na velocidade da luz, nós te enviamos coisas boas e você nos retribui. É mútuo. E o segredo dessas músicas? O que tem nessas músicas que faz a gente voar longe quando está ouvindo? Uma parte é difícil de explicar porque transcende o nosso entendimento, mas a outra parte eu sei. O segredo está em quem canta, em quem compõe. Paulinha (assim é mais ela) compõe e canta com alma, com o coração, isso é perceptível nas músicas e como bons ouvintes que somos nos deixamos levar pelas poesias e melodias feitas com amor. Paulinha, a sua missão é emocionar e a nossa é espalhar a sua mensagem por todo lugar. Somos uma grande família ligada pela afinidade musical, que é tão sublime. Uma das maiores qualidades de uma pessoa é a capacidade de inspirar, inspirar para o bem, para o amor, para a criatividade para a sensibilidade, e você faz isso para nós, pode ter certeza. Para encerrar, eu gostaria de citar aqui um trecho de um livro que lia quando pequena, modificando algumas palavras para que se encaixe ao contexto. Dizia mais ou menos assim: “Meu Deus, quantos anos se passaram! Mas em nossa memória, porém, ela voa, tem estrelas no lugar do olhar, tem voz e jeito de sereia, um riso solto como um vôo de ave e o vento sopra o tempo todo em seus cabelos... Talvez seja melhor mandar ampliar o retrato que tiramos um dia, com ela, pendurá-lo, sem dor, na parede de nossas casas e agradecer à vida o privilégio de termos conhecido...Uma cantora inesquecível.” Paulinha, em nome de todos os seus fãs e admiradores eu agradeço por você estar se tornando uma cantora inesquecível em nossas vidas. Muito obrigada. Um abraço em nome de todos nós.

PARABÉNS Elaine Tie !!!!!

sexta-feira, janeiro 20, 2012

NOTICIA

Padres sequestrados seriam moeda de troca em jogo político


Ainda não foram libertados os dois padres católicos raptados esta semana no Sudão, desta vez na diocese de Santa Bakita, a 60 quil?metros da capital Cartum.

Fontes da agência Fides dizem que estão bem e que está sendo discutido o resgate deles. O padre comboniano José Vieira considera que “por detrás do sequestro dos dois padres esteja precisamente um ato de banditismo, que pode ter relações com o financiamento desta guerrilha contra o Governo do Sudão do Sul.”
As razões do rapto podem ser políticas, mas também de caráter religioso. “O Governo de Cartum, por um lado, está tentando controlar a ação pastoral das igrejas cristãs no Norte, por outro, há um grupo de sulistas descontentes com o rumo que as coisas estão tomando e estão preparando uma espécie de exército de libertação e pretendem marginalizar os do a tual movimento político do Sudão do Sul”, diz o padre José Vieira.
Os raptores, que a polícia suspeita serem milicianos do Sudão do Sul, tinham prometido a libertação dos sacerdotes para o final da tarde de ontem, mas ao meio-dia de hoje ainda prosseguiam as negociações, que estão sendo mediadas pelo Bispo Auxiliar de Cartum. Em cima da mesa está o valor do resgate exigido pelos raptores, como diz o padre José Vieira, missionário comboniano no Sudão.
“Um grupo de pessoas que ainda não foi totalmente identificado, que estavam armadas, entrou dentro da casa da residência paroquial e levou dois padres e também os dois carros da missão”, descreve. “Os raptores prometiam libertar ontem os dois padres, mas até ao meio-dia de hoje a mensagem que tenho é que a igreja conseguiu localizá-los.
Os padres, aparentemente, estão bem de saúde”. “Neste momento estão negociando o montante que os sequestradores estão pedindo”, conta. Ainda não se sabe quando serão libertados estes dois sacerdotes católicos no Sudão, onde voltaram esta semana a registrar-se novos confrontos entre etnias e comunidades tribais.

Sir, 20/01/2012

Papa: Anunciar a Palavra de Deus superando todas as barreiras

O Papa recebeu esta manhã em audiência um grupo de alunos, professores e funcionários do Colégio Caprânica, seminário da Diocese de Roma que tem mais de 500 anos de história.


Papa participou do Seminário da Diocese de Roma que tem mais de 500 anos de história (Foto: Reuters)
Tendo sido fundado no dia de Santa Inês – que é a padroeira do Colégio –, o Papa centrou seu discurso na pessoa desta Santa, relacionando-a com a vocação ao sacerdócio.
Para Santa Inês, o martírio significou a generosa e livre aceitação de dedicar sua vida, totalmente e sem reservas, ao anúncio do Evangelho como verdade e beleza que iluminam a existência. Sua amizade com Cristo e o testemunho de seu Evangelho – explicou o Papa – são um elemento primário da fisionomia espiritual de Roma. No martírio, Inês sigla também sua virgindade, por Cristo e pela Igreja. O dom total do martírio é consequência de sua decisão de ser totalmente de Cristo.
“Inês aprendeu que ser discípulo do Senhor quer dizer amá-lo colocando em jogo toda a existência”. “Assim, a formação de um presbítero exige integridade, plenitude, exercício ascético, constância e fidelidade heróica, mas com uma sólida vida espiritual animada pelo intenso relacionamento com Deus, pessoal e comunitário, nas celebrações litúrgicas e nos Sacramentos” – lembrou Bento XVI.
Prosseguindo seu discurso, o Papa citou como requisitos para a vida sacerdotal a aspiração crescente pela santidade, o ‘sensus Ecclesiae’, a abertura à fraternidade sem exclusões ou parcialidades. Além disso, tal escolha requer dos seminaristas a elaboração da própria inteligência e de seu compromisso e uma real e sólida cultura pessoal.
Enfim, Bento XVI recordou aos futuros sacerdotes a importância profunda da história e da tradição da Igreja, e o fato de que estar em Roma é “um dom que os deve sensibilizar ainda mais à pr ofundidade da tradição católica”. Também o fato de sua proximidade com o Sucessor de Pedro – segundo o Papa – lhes permite perceber claramente as dimensões universais da Igreja e o desejo de que o Evangelho chegue a todos os povos.
Bento XVI terminou seu discurso aconselhando os alunos deste Seminário a respirarem a catolicidade e a experiência da internacionalidade de Roma em sua formação e visão católica. “Isto os ajudará a sentir-se perto de todas as pessoas que encontrarem, não permitindo que a diferença cultural seja uma barreira à Palavra de vida da qual serão anunciadores com suas vidas”.