quarta-feira, fevereiro 08, 2012

comentário

Amados Irmãos e Irmãs Católicos, não se afligem com estas acusações falsas e sem noção de quem não tem o fazer a não ser ter inveja do povo de Deus, perseguir o povo de Deus. o Vaticano não é corrupto, nunca foi e nunca será. Agora quem quer falar mal da Igreja de Jesus Cristo que fale, a lingua do homem é felina e sempre desde os primordios foi assim até de Jesus Cristo, o Filho de Deus, falaram mal, imagine se de nós mortais não vão falar. A Igreja fundada por Cristo, não vai perecer, venha o que vier, Jesus mesmo disse que as portas do inferno não prevalecerão contra ela, perseguida ou não a Igreja vive e reina pois Deus é seu fundador. Por isso a Igreja é Santa e pecadora. Santa pois seu fundador é o Santo dos Santos, o Rei dos Reis Nosso Senhor Jesus Cristo e pecadora pois nós somos pecadores, mas o Espirito Santo de Deus sempre quando nós erramos Ele vem nos ajudar a voltar, a reconhnecer o nosso erro e mudar, melhorar. Portanto meus Amados(as), fiquemos tranquilos, pois Deus nãodeixará sua Igreja perecer. um abraço com carinho e com a benção de Deus e a intercessão de Maria Mãe de Deus e nossa. Amém

Vaticano rejeita acusações de corrupção

Vaticano rejeita acusações de corrupção


Cidade do Vaticano, 06 fev  – Os responsáveis pelo Governatorato da Cidade do Vaticano rejeitaram neste sábado as acusações de corrupção e má gestão do Estado, falando em suspeitas “infundadas”.
 Em comunicado, o emérito e o atual presidente desta instituição, bem como o seu secretário e subsecretário reagiam com “amargura” à publicação, nos meios de comunicação social de duas cartas que dirigidas ao Papa pelo arcebispo Carlo Maria Viganò, secretário-geral do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano entre julho de 2009 e outubro de 2011, quando em que foi nomeado núncio [embaixador] nos EUA.
"Estas alegações são fruto de julgamentos errados ou baseados em conjeturas sem fundamento", pode ler-se na nota oficial, assinada pelo card. Giovanni Lajolo, presidente emérito, e o arcebispo D. Giuseppe Bertello, atual responsável máximo pelo Governatorato, às críticas ao que chamam de “jornalismo pouco sério”.
A presidência do Governatorato exprime “plena confiança” nos membros do comitê de finanças e gestão, bem como nas várias direções e colaboradores, qualificando como “infundadas” as suspeitas e acusações recentemente lançadas. Segundo estes responsáveis, as afirmações contidas nas missivas “não podem deixar de dar a impressão”, que consideram errada, de que o Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, “ao invés de ser um instrumento de governabilidade responsável, é uma entidade não confiável, presa a forças obscuras".
Após admitir “perdas relevantes” por causa da crise financeira internacional, o comunicado diz que a gestão do Vaticano passou a ter resultados positivos em 2010, em larga medida, “pelos excelentes resultados” dos seus Museus. No sétimo e último ponto do documento, todo o Governatorato reafirma uma “firme vontade comum de continuar a empregar todas as forças ao serviço do Sumo Pontífice, com total fidelidade e integridade”.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Ainda veremos o fim ao aborto nos EUA, diz Eduardo Verástegui

Ainda veremos o fim ao aborto nos EUA, diz Eduardo Verástegui


Denver, Colorado, 05 fev - O famoso ator, produtor e ativista pró-vida mexicano, Eduardo Verástegui afirmou que "ainda veremos a regeneração e o fim do aborto neste país" (Estados Unidos), em uma recente palestra em Denver, Colorado.
No evento realizado no Centro Gravidez Lighthouse, Verástegui, que voltou recentemente à fé católica, após uma vida de excessos no show business, se referiu à abertura do Medical Center, em Guadalupe Los Angeles, que ele mesmo ajudou a fundar, como um "oásis de vida", dado que se encontra perto de 10 clínicas de aborto. Sobre seu trabalho como ativista pró-vida, o também produtor e estrela do filme "Bella", explicou que o trabalho desse lugar é "salvar o mais importante e aquilo que Deus mais ama que é a vida humana."
"A coisa mais impressionante é que ao entrar no centro (as grávidas) já não se sentem sozinhas, porque existem muitos voluntários, muitas pessoas que estão lá para apoiá-las", acrescentou Verástegui também se alegrou muito quando soube que o Centro Gravidez Lighthouse procura abrir um centro semelhante em Los Angeles, perto da segunda maior clínica de aborto Planned Parenthood dos Estados Unidos. "Eu me emociono muito por sabê-lo porque eles estão fazendo aqui o mesmo que nós fazemos.
Realmente é a melhor maneira de derrotar esta cultura da morte e transformá-la em uma cultura da vida", disse ele. Eduardo Verástegui também se referiu ao trabalho do Metanoia Films, que fundou com dois amigos: Leo Severino e Alejandro Monteverde, que também se converteram logo após de vários anos na mídia. Metanoia é uma palavra grega que significa "mudança de mente" ou "conversão".
Além de Bella, o plano para filmar o curta-metragem "Little Boy", que "visa incentivar os jovens a não apenas se divertir, mas viver de acordo com a ´lista´" (das obras de mi sericórdia). Verástegui também mostrou seu filme "Crescendo", que conta a história de uma mãe lutando com a idéia de abortar seu filho. O filme estará em breve disponível na Internet.
SIR/ACI, 05/02/2012

Papa no Ângelus: "fé em quê?"

Papa no Ângelus: "fé em quê?"


Cidade do Vaticano, 05 fev - É a fé no amor de Deus que vence radicalmente o Mal – sublinhou Bento XVI, ao meio-dia, na Praça de São Pedro, comentando o Evangelho deste domingo, que mostra Jesus curando os doentes.
“Os quatro Evangelhos concordam em atestar que a libertação de doenças e enfermidades de todo o gênero constitui, juntamente com a pregação, a principal atividade de Jesus na sua vida pública”. “De fato – fez notar o Papa – as doenças são um sinal da ação do Mal no mundo e no homem, ao passo que as curas demonstram que o Reino de Deus está próximo.
“Jesus veio derrotar o Mal pela raiz, e as curas são uma antecipação da sua vitória, alcançada com a sua Morte e Ressurreição”. A doença é uma condição tipicamente humana, em que fazemos uma forte experiência de não sermos auto-suficientes, mas sim dependent es dos outros – observou ainda Bento XVI. “Neste sentido poderíamos dizer, com um paradoxo, que a doença pode ser um momento salutar em que se pode experimentar a atenção dos outros e prestar atenção aos outros!” E, contudo – reconheceu o Papa – (a doença) permanece sempre uma provação, que pode até tornar-se longa e difícil.
“E quando a cura não acontece e se prolongam os sofrimentos, podemos ficar como que esmagados, isolados, e então a nossa existência deprime-se e desumaniza-se. Como reagir a este ataque do Mal? Naturalmente, com os tratamentos apropriados – e nestas décadas a medicina fez passos de gigante – mas a Palavra de Deus ensina-nos que há uma atitude decisiva e de fundo para enfrentar a doença: a fé. Repete-o sempre Jesus às pessoas que cura: A tua fé te salvou. Mesmo perante a morte, a fé pode tornar possível o que humanamente é impossível.
Mas fé em quê? No amor de Deus. Eis a verdadeira resposta, que derrota radicalm ente o Mal”. Como Jesus enfrentar o Maligno com a força do amor que lhe vinha do Pai, assim também nós podemos enfrentar e vencer a prova da doença, mantendo o coração imerso no amor de Deus. Em todo o caso – advertiu o Papa – “na doença, todos temos necessidade de calor humano: para conformar uma pessoa doente, mais do que as palavras, o que conta é a proximidade sincera”.
Recordando, na saudação aos peregrinos de língua francesa, que se celebra sábado próximo, 11 de Fevereiro, a festa de Nossa Senhora de Lourdes e o Dia Mundial dos Doentes, Bento XVI exortou à oração nas situações de sofrimento: “Com todas e todos os que se encontram confrontados com a doença, peçamos a Deus que nos dê a graça do abandono e da paciência confiante! Que com a ajuda de Nossa Senhora de Lourdes e de Santa Bernardete possamos descobrir que só em Deus está a verdadeira felicidade”.
SIR, 05/02/2012

Padre jesuíta comenta a luta do Papa Bento XVI contra a pedofilia

Padre jesuíta comenta a luta do Papa Bento XVI contra a pedofilia


Cidade do Vaticano, 05 fev - O porta-voz do Vaticano, padre jesuíta Federico Lombardi, afirmou em editorial que o Pontificado do papa Bento XVI se destaca pela luta contra os abusos sexuais cometidos por sacerdotes e pela luta pela transparência nas atividades financeiras da Igreja Católica.
O texto, publicado na revista Octava Dies, do Centro Televisivo Vaticano, afirma que "a linha traçada pelo Papa e o compromisso desenvolvido em diversas Igrejas locais duramente provadas pelos escândalos [de abusos] colocaram em movimento uma série de iniciativas".
Entre as medidas, Lombardi cita iniciativas de "ouvir as vítimas", de "intervir com ajudas", de "aprofundamento da causa", de "consciência", "prevenção" e "punição",  "pelas quais se pode dizer com confiança que estamos no caminho certo", avaliou.
O porta-voz ainda recordou que será o lançado um centro intern acional de acolhida das vítimas de abusos sexuais cometidos por padres. No campo da transparência econômico-financeira, Lombardi atestou que "a Santa Sé está se empenhando para inserir suas instituições no sistema internacional de controles da atividade econômica para a luta contra a lavagem, o crime organizado e o terrorismo".
Ele atestou que "muitas vezes as instituições econômicas vaticanas, em particular o IOR [Instituto para Obras da Religião, conhecido como Banco do Vaticano], foram acusadas injustamente" e recordou que, recentemente, "um tribunal dos Estados Unidos" declarou ser improcedente "o terceiro dos três casos apresentados contra o IOR nos últimos anos".

domingo, fevereiro 05, 2012

liturgia deste domingo

O PODER SOBRE A DOENÇA

1ª leitura: (Jó 7,1-4.6-7) A vida, um amontoado de miséria – Jó foi fortemente provado por Deus. Seus amigos não o conseguem consolar (2,11). Ensinam-lhe a ver no seu sofrimento o castigo de Deus. Mas, para Jó, o sofrimento permanece um mistério. Com amargura, considera sua vida, e só consegue pedir que a aflição não seja forte demais e Deus lhe dê um pouco de sossego. – O A.T. não tinha resposta para o problema do sofrimento. A resposta está em Jesus Cristo, que assume o sofrimento até o fim (evangelho). * 7,1-4 cf. Eclo 40,1-2; 30,17; 40,5; Dt 28,67 * 7,6-7 cf. Sl 39[38],5-6; Is 38,12; Sl 78[77],39; 89[88],48.
2ª leitura: (1Cor 9,15-19.22-23) “Ai de mim, se eu não evangelizar” – 1Cor 8–10 forma uma unidade em redor da questão se o cristão pode sempre fazer o que, em si, não seria um mal: p. ex., comer carne dos banquetes idolátricos (já que o cristão não acredita nos ídolos). Resposta: a norma é a caridade; se tal comportamento causar a queda do “fraco na fé” (que ainda não se libertou destas crenças), deve ser evitado. Argumento: eu também não faço tudo o que teria o direito de fazer: p. ex., receber gratificação por meu apostolado. Já que tal gratificação poderia ser mal interpretada, prefiro ganhar meu pão doutro modo. A gratificação de meu apostolado consiste no prazer de pregar o Evangelho de graça, pois o que importa é que ele penetre nos corações. * 9,16-17 cf. Jr 20,9; At 9,15-16; 22,14-15 * 9,19, cf. Mt 20,26-27.
Evangelho: (Mc 1,29-39) Jesus assume o sofrimento de todos – O “dia em Cafarnaum” (iniciado em 1,21; cf. dom. passado) continua, com gestos que falam de Deus. A sogra de Pedro é curada de uma febre (coisa perigosa, antigamente) e transformada numa pessoa que, no seu servir, mostra sua fé. Ao anoitecer, no fim do sábado, quando o povo começa a se movimentar, Jesus cura os doentes e exorciza os demônios, que o reconhecem como o Enviado de Deus. Na manhã seguinte, retira-se para orar. A partir de seu encontro com Deus, revela, aos discípulos que vêm buscá-lo, que sua missão o levará a outros lugares, para evangelizar por palavras e gestos e assim realizar um início do Reino da misericórdia de Deus. * 1,29-31 cf. Mt 8,14-15; Lc 4,38-39 * 1,32-34 cf. Mt 8,16; Lc 4,40-41 * 1,35-39 cf. Lc 4,42-44; Mt 14,23; Lc 6,12; 9,28; Jo 13,3; 16,27-28.
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A vida é um “serviço de mercenário”, diz Jó (7,1; 1ª leitura). Como os bóia-frias, sempre leva a pior. Desperta cansado, e deitado não consegue descansar por causa das feridas. Que Deus dê um pouco de sossego... O A.T. não tem resposta para o sofrimento. Os amigos de Jó dizem que os justos são recompensados e os ímpios, castigados. Mas Jó protesta: ele não é um ímpio. A teoria da prosperidade dos justos não se verifica na realidade (21,5-6). Menos ainda convence-o o pedante discurso de Eliú, tratando de mostrar o caráter pedagógico do sofrimento (cap. 32–37). Os amigos de Jó não resolvem nada. Vendem conselhos, mas não se compadecem. Só colocam pimenta nas feridas.
Por outro lado, mesmo amaldiçoando seu próprio nascimento, Jó não amaldiçoa Deus, pelo contrário, reconhece e louva sua sabedoria e suas obras na criação: o abismo de seu sofrimento pessoal não lhe fecha os olhos para a grandeza de Deus! E é exatamente por este lado que entrará sossego na sua existência. Pois Deus se revelará a ele, tornar-se-á presente em seu sofrimento – ao contrário de seus amigos sabichões –, e esta experiência do mistério de Deus fará Jó entrar em si, no silêncio (42,1-6).
Também Jesus, no N.T., nunca apresenta uma explicação teórica do sofrimento. Neste sentido, concorda com os existencialistas: sofrer pertence mesmo à “condição humana”. Não há explicação. Mas ele traz uma solução: assume o sofrimento. No livro de Jó, o mistério de Deus se aproxima do homem. Em Jesus Cristo, como Mc o apresenta, o mistério se revela, gradativamente, sob o véu do “segredo” do Filho. No início, Jesus assume o sofrimento, curando-o (evangelho). Isto, porém, é apenas um sinal pois são poucos os que Jesus curou). No fim, ele assumirá o sofrimento, sofrendo-o. Aí, sua compaixão se torna realmente universal. Supera de longe o que aparece no livro de Jó. Se este nos mostra que Deus está presente onde o homem sofre (e isto já é uma grande consolação para Jó), Jesus nos mostra que Deus conhece o sofrimento do homem por dentro.
Mas, por enquanto, ele mostra apenas sinais da aproximação de Deus ao homem sofredor. Sinais, feitos com a “autoridade” que já comentamos no domingo passado. Jesus pegando na mão da sogra de Pedro, para fazê-la levantar de sua febre. Ao fim do dia, depois do repouso sabático, recebe uma multidão de gente para curá-los: novo sinal de “autoridade”. Inclusive, exorciza os endemoninhados, e os maus espíritos reconhecem seu adversário. Mas ele lhes proíbe desvendar seu mistério. Depois, retira-se, para se encontrar mais intensamente com o Pai; e quando os discípulos o vêm buscar para reassumir sua atividade em Cafarnaum, ele revela que a vontade de seu Pai é que vá às outras cidades também. Ele está inteiramente a serviço dos plenos poderes que o Pai lhe outorgou.
Essa plena disponibilidade aparece também na 2ª leitura, embora num contexto bem diferente. Trata-se da pretensa liberdade dos coríntios para fazerem tudo o que têm direito (p. ex. participar dos banquetes onde se serve carne sacrificada aos ídolos). Paulo não concorda: existe o aspecto objetivo (carne é carne e ídolos não existem) e o aspecto subjetivo (alguém, menos firme ou instruído na fé, pode comer as carnes idolátricas num espírito de superstição; 8,7). Portanto, diz Paulo, nem sempre devo fazer uso de meu direito. E coloca-se a si mesmo como exemplo: em vez de usar de seus direitos sociais, como sejam: levar consigo uma mulher cristã (9,5), ser dispensado de trabalho manual (9,6), receber salário pelo trabalho evangélico (9,14; cf. a “palavra do Senhor” a este respeito, Mt 10,10 e par.), Paulo anuncia o evangelho de graça, para que ninguém o suspeite de motivos ambíguos. Ora, essa atitude não é inspirada apenas por prudência, mas por paixão pelo evangelho: “Ai de mim, se eu não pregar o evangelho... Qual é meu salário? Pregar o evangelho gratuitamente, sem usar dos direitos que o evangelho me confere!” (9,17-18). Se tivermos em nós verdadeiro afeto pelo nosso irmão fraco na fé, desistiremos com prazer de algumas coisas que, em si, poderíamos fazer; e a própria gratuidade será a nossa recompensa, pois “tudo é graça”.
ASSUMINDO O SOFRIMENTO DE TODOS
As leituras de hoje estão interligadas por uma alusão quase imperceptível: enquanto Jó se enche de sofrimento até o anoitecer (1ª leitura), Jesus cura o sofrimento até o anoitecer (evangelho). O conjunto do evangelho mostra Jesus empenhando-se, sem se poupar, para curar os enfermos de Cafarnaum. E no dia seguinte, o poder de Deus, que ele sente agir em si, o impele para outras cidades – sem se deixar “privatizar” pelo povo de Cafarnaum. A paixão de Jesus é deixar fluir de si o poder benfazejo de Deus. Ele não pensa em si mesmo, não se protege, não se poupa. Ele assume, sem limites, o sofrimento do povo. Ele tem consciência de isso aí é sua missão: “Foi para isso que eu vim”. Ele não pode recusar a Deus esse serviço.
Nosso povo, muitas vezes, vê nas doenças e no sofrimento um castigo de Deus. Mas quando o enviado de Deus mesmo se esgota em aliviar as dores do povo, como essas doenças poderiam ser um castigo de Deus? Não serão sinal de outra coisa? Há muito sofrimento que não é castigo de quem sofre. Que é simplesmente condição humana, condição da criatura, porém, também ocasião para Deus manifestar seu amor ao ser humano. O evangelista João dirá que a doença é uma oportunidade para Deus manifestar sua glória (Jo 9,3; 11,4).
Por mais que o homem consiga dominar os problemas de saúde, não consegue excluir o sofrimento, pois esse tem outra fonte. No mais perfeito dos mundos – como o descreve um romance dos anos 1930 – no mundo sem doenças, os humanos sofrem pelo desamor, pela mútua manipulação, pela desconfiança, pela insignificância, pelo mal que o ser humano causa ao seu semelhante. Por isso, o relato bíblico do pecado atribui o sofrimento fundamentalmente ao pecado; porém, não ao pecado individual – o livro de Jó contesta com força tal atribuição (e também Jo 9,3, cf. acima) – mas ao pecado instalado na humanidade, o pecado das origens (Gn 3,15-19).
Que Jesus apaixonadamente se entrega à cura de todos os males, inclusive em outras cidades, é uma manifestação do Espírito de Deus, que está sobre Jesus, e que renova o mundo (cf. Sl 104[103],30). O evangelista Mateus (Mt 8,17) compreendeu isso muito bem, quando acrescentou ao texto de Mc 1,34 a citação de Is 53,4 (do Servo Sofredor): “Ele assumiu nossas dores e carregou nossas enfermidades”). Ora, se é pelo pecado do mundo que as dores se transformam num mal que oprime a alma, logo mais Jesus terá de se revelar como aquele que perdoa o pecado.
Também se hoje acontecem curas e outros sinais do amor apaixonado de Deus que se manifesta em Jesus Cristo, é preciso que reconheçamos nisso os sinais do Reino que Jesus vem trazer presente.
(Pe. Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003. Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB  e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. É Colunista do Dom Total).

segunda-feira, janeiro 30, 2012

CPT: Está na hora de acabar com a vergonha do trabalho escravo

Goiânia (GO), 30 jan  - A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou, neste sábado, 28 de janeiro, Nota Pública sobre o Trabalho Escravo na qual conclama: "Está na hora de se pôr um fim a esta exploração vergonhosa".


Leia a Nota:

Trabalho Escravo, um crime que persiste

Neste dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, 28 de janeiro, ao serem lembrados os oito anos da chacina de Unaí, MG, quando foram assassinados quatro servidores federais que atuavam na fiscalização das condições de trabalho no campo, a Coordenação Nacional da CPT, juntamente com a Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo, vem a público para expressar sua indignação diante da escandalosa demora do processo judicial decorrente deste bárbaro crime.

Com credibilidade já fortemente questionada junto à sociedade brasileira, o Poder Judiciário mantém-se refém de procedimentos que o fazem andar a passos de tartaruga, não oferecendo as respostas ansiosamente esperadas pela sociedade.

O mesmo acontece com o Legislativo. Logo após o crime de Unaí, o Senado se apressou e aprovou em dois turnos a PEC 438/2001, que estabelece o confisco das propriedades nas quais foi constatada a existência do trabalho escravo e sua destinação para a Reforma Agrária. A Câmara Federal também a aprovou, em primeiro turno, no dia 10/08/2004, devendo ir para votação em segundo turno. A partir de então não foi mais posta em votação, apesar dos constantes apelos de movimentos e entidades da sociedade civil e do requerimento de vários deputados de diferentes partidos. Quando a Câmara Federal vai acordar do torpor em que se encontra e votar esta medida, viabilizando, assim, um instrumento altamente dissuasivo contra uma chaga que aflige ainda milhares de trabalhadores? Ou prefere capitular diante das exigências do agronegócio e de sua articulada bancada? Propriedade ou dignidade? Lucro ou vida? Eis o dilema. Vai o econômico mais uma vez se sobrepor aos mais elementares direitos, como é o direito a um trabalho digno e seguro?

Nestes dias, o Ministro do Trabalho, ao lançar o Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas às de Escravo, afirmou que o Brasil está perto de vencer esta batalha. Realmente passos importantes já foram dados, mas muito sobra por fazer e a resistência é considerável.

Instituída pela Portaria 540/2004 do Ministério do Trabalho e Emprego e reforçada pela Portaria Interministerial 02/2011 - o cadastro dos empregadores que usam do trabalho escravo, conhecido como Lista Suja, está sendo questionado desde sua criação pela Confederação Nacional da Agricultura, CNA, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Caso vença tal ação, cairia por terra um instrumento eficiente na responsabilização dos atores econ?micos e financeiros envolvidos ao longo das cadeias produtivas da escravidão moderna. Em fins de novembro passado, o relator do processo no Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Brito, liberou o processo para julgamento. O STF pode vir a julgar esta ação a qualquer momento.

Está na hora de se pôr um fim a esta exploração vergonhosa. Já dizia Tiago, em sua carta: “Vejam, o salário dos trabalhadores que fizeram a colheita nos campos de vocês, retido por vocês, esse salário clama, e os protestos dos cortadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Ti 5,4).


Também clama pelo fim desta chaga que envergonha nossa nação o sangue derramado pelos servidores do MTE em Unaí. Este sangue exige dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo que assumam de vez a defesa incondicional dos direitos da pessoa, quebrando as amarras que os subjugam ainda ao bel prazer do poder econ?mico. Está na hora da cidadania reinar em nosso País.

Goiânia, 27 de janeiro de 2012.

Coordenação Nacional da CPT
Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo
Conselho Episcopal Pastoral da CNBB divulga Nota Oficial sobre Trabalho Escravo

Maiores Informações:
Cristiane Passos (Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6406 / 8111-2890
Antônio Canuto (Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6412

CNBB/CPT/SIR, 30/01/2012