Amados Irmãos e Irmãs Católicos, não se afligem com estas acusações
falsas e sem noção de quem não tem o fazer a não ser ter inveja do povo
de Deus, perseguir o povo de Deus. o Vaticano não é corrupto, nunca foi e
nunca será. Agora quem quer falar mal da Igreja de Jesus Cristo que
fale, a lingua do homem é felina e sempre desde os primordios foi assim
até de Jesus Cristo, o Filho de Deus, falaram mal, imagine se de nós
mortais não vão falar. A Igreja fundada por Cristo, não vai perecer,
venha o que vier, Jesus mesmo disse que as portas do inferno não
prevalecerão contra ela, perseguida ou não a Igreja vive e reina pois
Deus é seu fundador. Por isso a Igreja é Santa e pecadora. Santa pois
seu fundador é o Santo dos Santos, o Rei dos Reis Nosso Senhor Jesus
Cristo e pecadora pois nós somos pecadores, mas o Espirito Santo de Deus
sempre quando nós erramos Ele vem nos ajudar a voltar, a reconhnecer o
nosso erro e mudar, melhorar. Portanto meus Amados(as), fiquemos
tranquilos, pois Deus nãodeixará sua Igreja perecer. um abraço com carinho e com a benção de Deus e a intercessão de Maria Mãe de Deus e nossa. Amém
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
Vaticano rejeita acusações de corrupção
Vaticano rejeita acusações de corrupção
Cidade do
Vaticano, 06 fev – Os responsáveis pelo Governatorato da Cidade do
Vaticano rejeitaram neste sábado as acusações de corrupção e má gestão
do Estado, falando em suspeitas “infundadas”.
Em comunicado, o emérito e o atual presidente desta instituição, bem como o seu secretário e subsecretário reagiam com “amargura” à publicação, nos meios de comunicação social de duas cartas que dirigidas ao Papa pelo arcebispo Carlo Maria Viganò, secretário-geral do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano entre julho de 2009 e outubro de 2011, quando em que foi nomeado núncio [embaixador] nos EUA.
"Estas alegações são fruto de julgamentos errados ou baseados em conjeturas sem fundamento", pode ler-se na nota oficial, assinada pelo card. Giovanni Lajolo, presidente emérito, e o arcebispo D. Giuseppe Bertello, atual responsável máximo pelo Governatorato, às críticas ao que chamam de “jornalismo pouco sério”.
A presidência do Governatorato exprime “plena confiança” nos membros do comitê de finanças e gestão, bem como nas várias direções e colaboradores, qualificando como “infundadas” as suspeitas e acusações recentemente lançadas. Segundo estes responsáveis, as afirmações contidas nas missivas “não podem deixar de dar a impressão”, que consideram errada, de que o Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, “ao invés de ser um instrumento de governabilidade responsável, é uma entidade não confiável, presa a forças obscuras".
Após admitir “perdas relevantes” por causa da crise financeira internacional, o comunicado diz que a gestão do Vaticano passou a ter resultados positivos em 2010, em larga medida, “pelos excelentes resultados” dos seus Museus. No sétimo e último ponto do documento, todo o Governatorato reafirma uma “firme vontade comum de continuar a empregar todas as forças ao serviço do Sumo Pontífice, com total fidelidade e integridade”.
Em comunicado, o emérito e o atual presidente desta instituição, bem como o seu secretário e subsecretário reagiam com “amargura” à publicação, nos meios de comunicação social de duas cartas que dirigidas ao Papa pelo arcebispo Carlo Maria Viganò, secretário-geral do Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano entre julho de 2009 e outubro de 2011, quando em que foi nomeado núncio [embaixador] nos EUA.
"Estas alegações são fruto de julgamentos errados ou baseados em conjeturas sem fundamento", pode ler-se na nota oficial, assinada pelo card. Giovanni Lajolo, presidente emérito, e o arcebispo D. Giuseppe Bertello, atual responsável máximo pelo Governatorato, às críticas ao que chamam de “jornalismo pouco sério”.
A presidência do Governatorato exprime “plena confiança” nos membros do comitê de finanças e gestão, bem como nas várias direções e colaboradores, qualificando como “infundadas” as suspeitas e acusações recentemente lançadas. Segundo estes responsáveis, as afirmações contidas nas missivas “não podem deixar de dar a impressão”, que consideram errada, de que o Governatorato do Estado da Cidade do Vaticano, “ao invés de ser um instrumento de governabilidade responsável, é uma entidade não confiável, presa a forças obscuras".
Após admitir “perdas relevantes” por causa da crise financeira internacional, o comunicado diz que a gestão do Vaticano passou a ter resultados positivos em 2010, em larga medida, “pelos excelentes resultados” dos seus Museus. No sétimo e último ponto do documento, todo o Governatorato reafirma uma “firme vontade comum de continuar a empregar todas as forças ao serviço do Sumo Pontífice, com total fidelidade e integridade”.
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
Ainda veremos o fim ao aborto nos EUA, diz Eduardo Verástegui
Ainda veremos o fim ao aborto nos EUA, diz Eduardo Verástegui
Denver,
Colorado, 05 fev - O famoso ator, produtor e ativista pró-vida mexicano,
Eduardo Verástegui afirmou que "ainda veremos a regeneração e o fim do
aborto neste país" (Estados Unidos), em uma recente palestra em Denver,
Colorado.
No evento realizado no Centro Gravidez Lighthouse, Verástegui, que voltou recentemente à fé católica, após uma vida de excessos no show business, se referiu à abertura do Medical Center, em Guadalupe Los Angeles, que ele mesmo ajudou a fundar, como um "oásis de vida", dado que se encontra perto de 10 clínicas de aborto. Sobre seu trabalho como ativista pró-vida, o também produtor e estrela do filme "Bella", explicou que o trabalho desse lugar é "salvar o mais importante e aquilo que Deus mais ama que é a vida humana."
"A coisa mais impressionante é que ao entrar no centro (as grávidas) já não se sentem sozinhas, porque existem muitos voluntários, muitas pessoas que estão lá para apoiá-las", acrescentou Verástegui também se alegrou muito quando soube que o Centro Gravidez Lighthouse procura abrir um centro semelhante em Los Angeles, perto da segunda maior clínica de aborto Planned Parenthood dos Estados Unidos. "Eu me emociono muito por sabê-lo porque eles estão fazendo aqui o mesmo que nós fazemos.
Realmente é a melhor maneira de derrotar esta cultura da morte e transformá-la em uma cultura da vida", disse ele. Eduardo Verástegui também se referiu ao trabalho do Metanoia Films, que fundou com dois amigos: Leo Severino e Alejandro Monteverde, que também se converteram logo após de vários anos na mídia. Metanoia é uma palavra grega que significa "mudança de mente" ou "conversão".
Além de Bella, o plano para filmar o curta-metragem "Little Boy", que "visa incentivar os jovens a não apenas se divertir, mas viver de acordo com a ´lista´" (das obras de mi sericórdia). Verástegui também mostrou seu filme "Crescendo", que conta a história de uma mãe lutando com a idéia de abortar seu filho. O filme estará em breve disponível na Internet.
No evento realizado no Centro Gravidez Lighthouse, Verástegui, que voltou recentemente à fé católica, após uma vida de excessos no show business, se referiu à abertura do Medical Center, em Guadalupe Los Angeles, que ele mesmo ajudou a fundar, como um "oásis de vida", dado que se encontra perto de 10 clínicas de aborto. Sobre seu trabalho como ativista pró-vida, o também produtor e estrela do filme "Bella", explicou que o trabalho desse lugar é "salvar o mais importante e aquilo que Deus mais ama que é a vida humana."
"A coisa mais impressionante é que ao entrar no centro (as grávidas) já não se sentem sozinhas, porque existem muitos voluntários, muitas pessoas que estão lá para apoiá-las", acrescentou Verástegui também se alegrou muito quando soube que o Centro Gravidez Lighthouse procura abrir um centro semelhante em Los Angeles, perto da segunda maior clínica de aborto Planned Parenthood dos Estados Unidos. "Eu me emociono muito por sabê-lo porque eles estão fazendo aqui o mesmo que nós fazemos.
Realmente é a melhor maneira de derrotar esta cultura da morte e transformá-la em uma cultura da vida", disse ele. Eduardo Verástegui também se referiu ao trabalho do Metanoia Films, que fundou com dois amigos: Leo Severino e Alejandro Monteverde, que também se converteram logo após de vários anos na mídia. Metanoia é uma palavra grega que significa "mudança de mente" ou "conversão".
Além de Bella, o plano para filmar o curta-metragem "Little Boy", que "visa incentivar os jovens a não apenas se divertir, mas viver de acordo com a ´lista´" (das obras de mi sericórdia). Verástegui também mostrou seu filme "Crescendo", que conta a história de uma mãe lutando com a idéia de abortar seu filho. O filme estará em breve disponível na Internet.
SIR/ACI, 05/02/2012
Papa no Ângelus: "fé em quê?"
Papa no Ângelus: "fé em quê?"
Cidade do
Vaticano, 05 fev - É a fé no amor de Deus que vence radicalmente o Mal –
sublinhou Bento XVI, ao meio-dia, na Praça de São Pedro, comentando o
Evangelho deste domingo, que mostra Jesus curando os doentes.
“Os quatro Evangelhos concordam em atestar que a libertação de doenças e enfermidades de todo o gênero constitui, juntamente com a pregação, a principal atividade de Jesus na sua vida pública”. “De fato – fez notar o Papa – as doenças são um sinal da ação do Mal no mundo e no homem, ao passo que as curas demonstram que o Reino de Deus está próximo.
“Jesus veio derrotar o Mal pela raiz, e as curas são uma antecipação da sua vitória, alcançada com a sua Morte e Ressurreição”. A doença é uma condição tipicamente humana, em que fazemos uma forte experiência de não sermos auto-suficientes, mas sim dependent es dos outros – observou ainda Bento XVI. “Neste sentido poderíamos dizer, com um paradoxo, que a doença pode ser um momento salutar em que se pode experimentar a atenção dos outros e prestar atenção aos outros!” E, contudo – reconheceu o Papa – (a doença) permanece sempre uma provação, que pode até tornar-se longa e difícil.
“E quando a cura não acontece e se prolongam os sofrimentos, podemos ficar como que esmagados, isolados, e então a nossa existência deprime-se e desumaniza-se. Como reagir a este ataque do Mal? Naturalmente, com os tratamentos apropriados – e nestas décadas a medicina fez passos de gigante – mas a Palavra de Deus ensina-nos que há uma atitude decisiva e de fundo para enfrentar a doença: a fé. Repete-o sempre Jesus às pessoas que cura: A tua fé te salvou. Mesmo perante a morte, a fé pode tornar possível o que humanamente é impossível.
Mas fé em quê? No amor de Deus. Eis a verdadeira resposta, que derrota radicalm ente o Mal”. Como Jesus enfrentar o Maligno com a força do amor que lhe vinha do Pai, assim também nós podemos enfrentar e vencer a prova da doença, mantendo o coração imerso no amor de Deus. Em todo o caso – advertiu o Papa – “na doença, todos temos necessidade de calor humano: para conformar uma pessoa doente, mais do que as palavras, o que conta é a proximidade sincera”.
Recordando, na saudação aos peregrinos de língua francesa, que se celebra sábado próximo, 11 de Fevereiro, a festa de Nossa Senhora de Lourdes e o Dia Mundial dos Doentes, Bento XVI exortou à oração nas situações de sofrimento: “Com todas e todos os que se encontram confrontados com a doença, peçamos a Deus que nos dê a graça do abandono e da paciência confiante! Que com a ajuda de Nossa Senhora de Lourdes e de Santa Bernardete possamos descobrir que só em Deus está a verdadeira felicidade”.
“Os quatro Evangelhos concordam em atestar que a libertação de doenças e enfermidades de todo o gênero constitui, juntamente com a pregação, a principal atividade de Jesus na sua vida pública”. “De fato – fez notar o Papa – as doenças são um sinal da ação do Mal no mundo e no homem, ao passo que as curas demonstram que o Reino de Deus está próximo.
“Jesus veio derrotar o Mal pela raiz, e as curas são uma antecipação da sua vitória, alcançada com a sua Morte e Ressurreição”. A doença é uma condição tipicamente humana, em que fazemos uma forte experiência de não sermos auto-suficientes, mas sim dependent es dos outros – observou ainda Bento XVI. “Neste sentido poderíamos dizer, com um paradoxo, que a doença pode ser um momento salutar em que se pode experimentar a atenção dos outros e prestar atenção aos outros!” E, contudo – reconheceu o Papa – (a doença) permanece sempre uma provação, que pode até tornar-se longa e difícil.
“E quando a cura não acontece e se prolongam os sofrimentos, podemos ficar como que esmagados, isolados, e então a nossa existência deprime-se e desumaniza-se. Como reagir a este ataque do Mal? Naturalmente, com os tratamentos apropriados – e nestas décadas a medicina fez passos de gigante – mas a Palavra de Deus ensina-nos que há uma atitude decisiva e de fundo para enfrentar a doença: a fé. Repete-o sempre Jesus às pessoas que cura: A tua fé te salvou. Mesmo perante a morte, a fé pode tornar possível o que humanamente é impossível.
Mas fé em quê? No amor de Deus. Eis a verdadeira resposta, que derrota radicalm ente o Mal”. Como Jesus enfrentar o Maligno com a força do amor que lhe vinha do Pai, assim também nós podemos enfrentar e vencer a prova da doença, mantendo o coração imerso no amor de Deus. Em todo o caso – advertiu o Papa – “na doença, todos temos necessidade de calor humano: para conformar uma pessoa doente, mais do que as palavras, o que conta é a proximidade sincera”.
Recordando, na saudação aos peregrinos de língua francesa, que se celebra sábado próximo, 11 de Fevereiro, a festa de Nossa Senhora de Lourdes e o Dia Mundial dos Doentes, Bento XVI exortou à oração nas situações de sofrimento: “Com todas e todos os que se encontram confrontados com a doença, peçamos a Deus que nos dê a graça do abandono e da paciência confiante! Que com a ajuda de Nossa Senhora de Lourdes e de Santa Bernardete possamos descobrir que só em Deus está a verdadeira felicidade”.
SIR, 05/02/2012
Padre jesuíta comenta a luta do Papa Bento XVI contra a pedofilia
Padre jesuíta comenta a luta do Papa Bento XVI contra a pedofilia
Cidade
do Vaticano, 05 fev - O porta-voz do Vaticano, padre jesuíta Federico
Lombardi, afirmou em editorial que o Pontificado do papa Bento XVI se
destaca pela luta contra os abusos sexuais cometidos por sacerdotes e
pela luta pela transparência nas atividades financeiras da Igreja
Católica.
O texto, publicado na revista Octava Dies, do Centro Televisivo Vaticano, afirma que "a linha traçada pelo Papa e o compromisso desenvolvido em diversas Igrejas locais duramente provadas pelos escândalos [de abusos] colocaram em movimento uma série de iniciativas".
Entre as medidas, Lombardi cita iniciativas de "ouvir as vítimas", de "intervir com ajudas", de "aprofundamento da causa", de "consciência", "prevenção" e "punição", "pelas quais se pode dizer com confiança que estamos no caminho certo", avaliou.
O porta-voz ainda recordou que será o lançado um centro intern acional de acolhida das vítimas de abusos sexuais cometidos por padres. No campo da transparência econômico-financeira, Lombardi atestou que "a Santa Sé está se empenhando para inserir suas instituições no sistema internacional de controles da atividade econômica para a luta contra a lavagem, o crime organizado e o terrorismo".
Ele atestou que "muitas vezes as instituições econômicas vaticanas, em particular o IOR [Instituto para Obras da Religião, conhecido como Banco do Vaticano], foram acusadas injustamente" e recordou que, recentemente, "um tribunal dos Estados Unidos" declarou ser improcedente "o terceiro dos três casos apresentados contra o IOR nos últimos anos".
O texto, publicado na revista Octava Dies, do Centro Televisivo Vaticano, afirma que "a linha traçada pelo Papa e o compromisso desenvolvido em diversas Igrejas locais duramente provadas pelos escândalos [de abusos] colocaram em movimento uma série de iniciativas".
Entre as medidas, Lombardi cita iniciativas de "ouvir as vítimas", de "intervir com ajudas", de "aprofundamento da causa", de "consciência", "prevenção" e "punição", "pelas quais se pode dizer com confiança que estamos no caminho certo", avaliou.
O porta-voz ainda recordou que será o lançado um centro intern acional de acolhida das vítimas de abusos sexuais cometidos por padres. No campo da transparência econômico-financeira, Lombardi atestou que "a Santa Sé está se empenhando para inserir suas instituições no sistema internacional de controles da atividade econômica para a luta contra a lavagem, o crime organizado e o terrorismo".
Ele atestou que "muitas vezes as instituições econômicas vaticanas, em particular o IOR [Instituto para Obras da Religião, conhecido como Banco do Vaticano], foram acusadas injustamente" e recordou que, recentemente, "um tribunal dos Estados Unidos" declarou ser improcedente "o terceiro dos três casos apresentados contra o IOR nos últimos anos".
domingo, fevereiro 05, 2012
liturgia deste domingo
O PODER SOBRE A DOENÇA
1ª leitura:
(Jó 7,1-4.6-7) A vida, um amontoado de miséria – Jó foi fortemente
provado por Deus. Seus amigos não o conseguem consolar (2,11).
Ensinam-lhe a ver no seu sofrimento o castigo de Deus. Mas, para Jó, o
sofrimento permanece um mistério. Com amargura, considera sua vida, e só
consegue pedir que a aflição não seja forte demais e Deus lhe dê um
pouco de sossego. – O A.T. não tinha resposta para o problema do
sofrimento. A resposta está em Jesus Cristo,
que assume o sofrimento até o fim (evangelho). * 7,1-4 cf. Eclo 40,1-2;
30,17; 40,5; Dt 28,67 * 7,6-7 cf. Sl 39[38],5-6; Is 38,12; Sl
78[77],39; 89[88],48.
2ª leitura:
(1Cor 9,15-19.22-23) “Ai de mim, se eu não evangelizar” – 1Cor 8–10
forma uma unidade em redor da questão se o cristão pode sempre fazer o
que, em si, não seria um mal: p. ex., comer carne dos banquetes
idolátricos (já que o cristão não acredita nos ídolos). Resposta: a
norma é a caridade; se tal comportamento causar a queda do “fraco na fé”
(que ainda não se libertou destas crenças), deve ser evitado.
Argumento: eu também não faço tudo o que teria o direito de fazer: p.
ex., receber gratificação por meu apostolado. Já que tal gratificação
poderia ser mal interpretada, prefiro ganhar meu pão doutro modo. A
gratificação de meu apostolado consiste no prazer de pregar o Evangelho
de graça, pois o que importa é que ele penetre nos corações. * 9,16-17
cf. Jr 20,9; At 9,15-16; 22,14-15 * 9,19, cf. Mt 20,26-27.
Evangelho:
(Mc 1,29-39) Jesus assume o sofrimento de todos – O “dia em Cafarnaum”
(iniciado em 1,21; cf. dom. passado) continua, com gestos que falam de
Deus. A sogra de Pedro é curada de uma febre (coisa perigosa,
antigamente) e transformada numa pessoa que, no seu servir, mostra sua
fé. Ao anoitecer, no fim do sábado, quando o povo começa a se
movimentar, Jesus cura os doentes e exorciza os demônios, que o
reconhecem como o Enviado de Deus. Na manhã seguinte, retira-se para
orar. A partir de seu encontro com Deus, revela, aos discípulos que vêm
buscá-lo, que sua missão o levará a outros lugares, para evangelizar por
palavras e gestos e assim realizar um início do Reino da misericórdia
de Deus. * 1,29-31 cf. Mt 8,14-15; Lc 4,38-39 * 1,32-34 cf. Mt 8,16; Lc
4,40-41 * 1,35-39 cf. Lc 4,42-44; Mt 14,23; Lc 6,12; 9,28; Jo 13,3;
16,27-28.
******
A
vida é um “serviço de mercenário”, diz Jó (7,1; 1ª leitura). Como os
bóia-frias, sempre leva a pior. Desperta cansado, e deitado não consegue
descansar por causa das feridas. Que Deus dê um pouco de sossego... O
A.T. não tem resposta para o sofrimento. Os amigos de Jó dizem que os
justos são recompensados e os ímpios, castigados. Mas Jó protesta: ele
não é um ímpio. A teoria da prosperidade dos justos não se verifica na
realidade (21,5-6). Menos ainda convence-o o pedante discurso de Eliú,
tratando de mostrar o caráter pedagógico do sofrimento (cap. 32–37). Os
amigos de Jó não resolvem nada. Vendem conselhos, mas não se compadecem.
Só colocam pimenta nas feridas.
Por
outro lado, mesmo amaldiçoando seu próprio nascimento, Jó não amaldiçoa
Deus, pelo contrário, reconhece e louva sua sabedoria e suas obras na
criação: o abismo de seu sofrimento pessoal não lhe fecha os olhos para a
grandeza de Deus! E é exatamente por este lado que entrará sossego na
sua existência. Pois Deus se revelará a ele, tornar-se-á presente em seu
sofrimento – ao contrário de seus amigos sabichões –, e esta
experiência do mistério de Deus fará Jó entrar em si, no silêncio
(42,1-6).
Também
Jesus, no N.T., nunca apresenta uma explicação teórica do sofrimento.
Neste sentido, concorda com os existencialistas: sofrer pertence mesmo à
“condição humana”. Não há explicação. Mas ele traz uma solução: assume o sofrimento. No livro de Jó, o mistério de Deus se aproxima do homem. Em Jesus Cristo,
como Mc o apresenta, o mistério se revela, gradativamente, sob o véu do
“segredo” do Filho. No início, Jesus assume o sofrimento, curando-o
(evangelho). Isto, porém, é apenas um sinal pois são poucos os que Jesus
curou). No fim, ele assumirá o sofrimento, sofrendo-o. Aí, sua
compaixão se torna realmente universal. Supera de longe o que aparece no
livro de Jó. Se este nos mostra que Deus está presente onde o homem
sofre (e isto já é uma grande consolação para Jó), Jesus nos mostra que
Deus conhece o sofrimento do homem por dentro.
Mas,
por enquanto, ele mostra apenas sinais da aproximação de Deus ao homem
sofredor. Sinais, feitos com a “autoridade” que já comentamos no domingo
passado. Jesus pegando na mão da sogra de Pedro, para fazê-la levantar
de sua febre. Ao fim do dia, depois do repouso sabático, recebe uma
multidão de gente para curá-los: novo sinal de “autoridade”. Inclusive,
exorciza os endemoninhados, e os maus espíritos reconhecem seu
adversário. Mas ele lhes proíbe desvendar seu mistério. Depois,
retira-se, para se encontrar mais intensamente com o Pai; e quando os
discípulos o vêm buscar para reassumir sua atividade em Cafarnaum, ele
revela que a vontade de seu Pai é que vá às outras cidades também. Ele
está inteiramente a serviço dos plenos poderes que o Pai lhe outorgou.
Essa
plena disponibilidade aparece também na 2ª leitura, embora num contexto
bem diferente. Trata-se da pretensa liberdade dos coríntios para
fazerem tudo o que têm direito (p. ex. participar dos banquetes onde se
serve carne sacrificada aos ídolos). Paulo não concorda: existe o
aspecto objetivo (carne é carne e ídolos não existem) e o aspecto subjetivo
(alguém, menos firme ou instruído na fé, pode comer as carnes
idolátricas num espírito de superstição; 8,7). Portanto, diz Paulo, nem
sempre devo fazer uso de meu direito. E coloca-se a si mesmo como
exemplo: em vez de usar de seus direitos sociais, como sejam: levar
consigo uma mulher cristã (9,5), ser dispensado de trabalho manual
(9,6), receber salário pelo trabalho evangélico (9,14; cf. a “palavra do
Senhor” a este respeito, Mt 10,10 e par.), Paulo anuncia o evangelho de
graça, para que ninguém o suspeite de motivos ambíguos. Ora, essa
atitude não é inspirada apenas por prudência, mas por paixão pelo
evangelho: “Ai de mim, se eu não pregar o evangelho... Qual é meu
salário? Pregar o evangelho gratuitamente, sem usar dos direitos que o
evangelho me confere!” (9,17-18). Se tivermos em nós verdadeiro afeto
pelo nosso irmão fraco na fé, desistiremos com prazer de algumas coisas
que, em si, poderíamos fazer; e a própria gratuidade será a nossa
recompensa, pois “tudo é graça”.
ASSUMINDO O SOFRIMENTO DE TODOS
As leituras de hoje estão interligadas por uma alusão quase imperceptível: enquanto Jó se enche de sofrimento até o anoitecer (1ª leitura), Jesus cura o sofrimento até o anoitecer
(evangelho). O conjunto do evangelho mostra Jesus empenhando-se, sem se
poupar, para curar os enfermos de Cafarnaum. E no dia seguinte, o poder
de Deus, que ele sente agir em si, o impele para outras cidades – sem
se deixar “privatizar” pelo povo de Cafarnaum. A paixão de Jesus é
deixar fluir de si o poder benfazejo de Deus. Ele não pensa em si mesmo,
não se protege, não se poupa. Ele assume, sem limites, o sofrimento do
povo. Ele tem consciência de isso aí é sua missão: “Foi para isso que eu vim”. Ele não pode recusar a Deus esse serviço.
Nosso
povo, muitas vezes, vê nas doenças e no sofrimento um castigo de Deus.
Mas quando o enviado de Deus mesmo se esgota em aliviar as dores do
povo, como essas doenças poderiam ser um castigo de Deus? Não serão
sinal de outra coisa? Há muito sofrimento que não é castigo de quem
sofre. Que é simplesmente condição humana, condição da criatura, porém,
também ocasião para Deus manifestar seu amor ao ser humano. O
evangelista João dirá que a doença é uma oportunidade para Deus manifestar sua glória (Jo 9,3; 11,4).
Por
mais que o homem consiga dominar os problemas de saúde, não consegue
excluir o sofrimento, pois esse tem outra fonte. No mais perfeito dos
mundos – como o descreve um romance dos anos 1930 – no mundo sem
doenças, os humanos sofrem pelo desamor, pela mútua manipulação, pela
desconfiança, pela insignificância, pelo mal que o ser humano causa ao
seu semelhante. Por isso, o relato bíblico do pecado atribui o
sofrimento fundamentalmente ao pecado; porém, não ao pecado individual –
o livro de Jó contesta com força tal atribuição (e também Jo 9,3, cf.
acima) – mas ao pecado instalado na humanidade, o pecado das origens (Gn
3,15-19).
Que
Jesus apaixonadamente se entrega à cura de todos os males, inclusive em
outras cidades, é uma manifestação do Espírito de Deus, que está sobre
Jesus, e que renova o mundo (cf. Sl 104[103],30). O evangelista Mateus
(Mt 8,17) compreendeu isso muito bem, quando acrescentou ao texto de Mc 1,34 a
citação de Is 53,4 (do Servo Sofredor): “Ele assumiu nossas dores e
carregou nossas enfermidades”). Ora, se é pelo pecado do mundo que as
dores se transformam num mal que oprime a alma, logo mais Jesus terá de
se revelar como aquele que perdoa o pecado.
Também se hoje acontecem curas e outros sinais do amor apaixonado de Deus que se manifesta em Jesus Cristo, é preciso que reconheçamos nisso os sinais do Reino que Jesus vem trazer presente.
(Pe.
Johan Konings SJ – Teólogo, doutor em exegese bíblica, Professor da
FAJE. Autor do livro "Liturgia Dominical", Vozes, Petrópolis, 2003.
Entre outras obras, coordenou a tradução da "Bíblia Ecumênica" – TEB
e a tradução da "Bíblia Sagrada" – CNBB. É Colunista do Dom Total).
segunda-feira, janeiro 30, 2012
CPT: Está na hora de acabar com a vergonha do trabalho escravo
Goiânia (GO), 30 jan - A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou, neste sábado, 28 de janeiro, Nota Pública sobre o Trabalho Escravo na qual conclama: "Está na hora de se pôr um fim a esta exploração vergonhosa".
Leia a Nota:
Trabalho Escravo, um crime que persiste
Neste dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, 28 de janeiro, ao serem lembrados os oito anos da chacina de Unaí, MG, quando foram assassinados quatro servidores federais que atuavam na fiscalização das condições de trabalho no campo, a Coordenação Nacional da CPT, juntamente com a Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo, vem a público para expressar sua indignação diante da escandalosa demora do processo judicial decorrente deste bárbaro crime.
Com credibilidade já fortemente questionada junto à sociedade brasileira, o Poder Judiciário mantém-se refém de procedimentos que o fazem andar a passos de tartaruga, não oferecendo as respostas ansiosamente esperadas pela sociedade.
O mesmo acontece com o Legislativo. Logo após o crime de Unaí, o Senado se apressou e aprovou em dois turnos a PEC 438/2001, que estabelece o confisco das propriedades nas quais foi constatada a existência do trabalho escravo e sua destinação para a Reforma Agrária. A Câmara Federal também a aprovou, em primeiro turno, no dia 10/08/2004, devendo ir para votação em segundo turno. A partir de então não foi mais posta em votação, apesar dos constantes apelos de movimentos e entidades da sociedade civil e do requerimento de vários deputados de diferentes partidos. Quando a Câmara Federal vai acordar do torpor em que se encontra e votar esta medida, viabilizando, assim, um instrumento altamente dissuasivo contra uma chaga que aflige ainda milhares de trabalhadores? Ou prefere capitular diante das exigências do agronegócio e de sua articulada bancada? Propriedade ou dignidade? Lucro ou vida? Eis o dilema. Vai o econômico mais uma vez se sobrepor aos mais elementares direitos, como é o direito a um trabalho digno e seguro?
Nestes dias, o Ministro do Trabalho, ao lançar o Manual de Combate ao Trabalho em Condições Análogas às de Escravo, afirmou que o Brasil está perto de vencer esta batalha. Realmente passos importantes já foram dados, mas muito sobra por fazer e a resistência é considerável.
Instituída pela Portaria 540/2004 do Ministério do Trabalho e Emprego e reforçada pela Portaria Interministerial 02/2011 - o cadastro dos empregadores que usam do trabalho escravo, conhecido como Lista Suja, está sendo questionado desde sua criação pela Confederação Nacional da Agricultura, CNA, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Caso vença tal ação, cairia por terra um instrumento eficiente na responsabilização dos atores econ?micos e financeiros envolvidos ao longo das cadeias produtivas da escravidão moderna. Em fins de novembro passado, o relator do processo no Supremo Tribunal Federal, ministro Carlos Ayres Brito, liberou o processo para julgamento. O STF pode vir a julgar esta ação a qualquer momento.
Está na hora de se pôr um fim a esta exploração vergonhosa. Já dizia Tiago, em sua carta: “Vejam, o salário dos trabalhadores que fizeram a colheita nos campos de vocês, retido por vocês, esse salário clama, e os protestos dos cortadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos Exércitos” (Ti 5,4).
Também clama pelo fim desta chaga que envergonha nossa nação o sangue derramado pelos servidores do MTE em Unaí. Este sangue exige dos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo que assumam de vez a defesa incondicional dos direitos da pessoa, quebrando as amarras que os subjugam ainda ao bel prazer do poder econ?mico. Está na hora da cidadania reinar em nosso País.
Goiânia, 27 de janeiro de 2012.
Coordenação Nacional da CPT
Coordenação Nacional da Campanha da CPT contra o Trabalho Escravo
Conselho Episcopal Pastoral da CNBB divulga Nota Oficial sobre Trabalho Escravo
Maiores Informações:
Cristiane Passos (Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6406 / 8111-2890
Antônio Canuto (Assessoria de Comunicação da CPT Nacional) – (62) 4008-6412
CNBB/CPT/SIR, 30/01/2012
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