domingo, fevereiro 16, 2020

Santo do dia 16 de fevereiro

Santo Onésimo

Bispo e mártir, Santo Onésimo teve em sua história São Paulo e também
 os amigos dele. O que se sabe concretamente sobre Onésimo está testemunhado na carta de São Paulo a Filémon que começa assim: “Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e seu irmão Timóteo, a Filémon, nosso muito amado colaborador” (Filémon 1,1). Foi nessa missão de São Paulo que ele encontrou-se com um fugitivo escravo chamado Onésimo, cujo nome significa, em grego, útil.
Onésimo abandonou a casa de seu senhor, provavelmente levando os bens próprios deste. A partir do versículo 8, São Paulo, pede para seu amigo uma intercessão. “Por esse motivo, se bem que eu tenha plena autoridade em Cristo para prescrever-te o que é da tua obrigação, prefiro fazer apenas um apelo para a sua caridade. Eu, Paulo, idoso como estou e, agora, preso por Jesus Cristo, venho suplicar-te em favor deste meu filho que gerei na prisão: Onésimo” (Filémon 1,8-10). Esta expressão de São Paulo, de gerar, significa evangelizar, cuidar; não apenas dar a conhecer a Cristo, mas acompanhar o crescimento do cristão.
Era assim o relacionamento de amor entre Paulo e Onésimo. Mas São Paulo sabia que Onésimo precisava ir ao encontro de Filémon. Então, prossegue: “Ele poderá ter sido de pouca serventia para ti, mas agora poderá ser útil tanto para ti quanto para mim. Torno a enviá-lo para junto de ti e é como se fosse o meu próprio coração, que é amor do apóstolo, um amor que se compadece e que toma a causa”. Por isso, não só Onésimo foi ao encontro de Filémon, como este o dispensou e o perdoou.
O santo de hoje ajudou São Paulo em sua missão e chegou a ser escolhido como Bispo que, por amor a Cristo, deixou-se apedrejar, perdoando a todos e sendo testemunho para os cristãos.
Santo Onésimo, rogai por nós!

Evangelho Mt 5, 17.37

“Se a vossa justiça não for maior do que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus” (Mt 5,20 ).


A nossa justiça tem de ser a justiça de Deus

Não basta acharmos que somos justos porque todo mundo se acha justo segundo a sua própria justiça. A nossa justiça não pode ser como a do mestre da lei, dos fariseus, dos hipócritas. A nossa justiça tem de ser a justiça de Deus.
Jesus nos ensina, hoje, três coisas importantes: não adianta dizer “Eu não mato, nunca matei ninguém”; meu irmão, se você se encoleriza com o seu irmão, você já é digno do réu ou do tribunal de Deus, de ser réu no tribunal divino. Você sabe que a cólera toma conta de nós, que somos movidos pela raiva, pelo ressentimento, pelo rancor. Facilmente nos irritamos, e o coração irritado (que parte para a ira) se torna um coração destemperado e diz intempéries das mais tempestivas possíveis, saem palavras pesadas, agressivas, duras. Então, se queremos viver a justiça controlemos, em primeiro lugar, a nossa cólera.
A lei divina diz: “Não cometerás adultério”. “Graças a Deus nunca adulterei”: o outro pode estar se vangloriando disso. Meu irmão, se você já olha para o outro, se você já olha para a outra desejando-a, o adultério já entrou no seu coração. Por isso, é preciso purificar a intenção interior, purificar e vigiar o nosso próprio olhar porque estamos olhando para aquilo que é pecaminoso e que traz a impureza para dentro de nós. Então, não pode vangloriar-se de ter cometido ou não o adultério, o que precisamos é purificar o nosso olhar porque o olhar puro é o que nos mantém na pureza e na integridade de vida.

É a justiça que nós queremos exigir dos outros, mas nós não somos justos nem nas nossas conversas

Depois, nós não precisamos jurar, nós não precisamos, de forma alguma, colocar peso na nossa palavra. O que nós precisamos é de autenticidade, é viver a verdade e parar de mentir. “Ah, são apenas pequenas mentirinhas”; “ah, foi apenas para enganar”: não existe pequena “mentirinha”, o que existe é mentira, pois, ou você é uma pessoa verdadeira, uma pessoa autêntica em todas as situações ou é autêntico segundo o seu critério de autenticidade somente quando lhe convém e as coisas lhe são favoráveis. Autêntico é autêntico, verdadeiro é verdadeiro. Aquele que comunga de qualquer mentira não é digno a ser um discípulo de Jesus. “Que o vosso sim seja sim, que o vosso não seja não”, e o que passar disso é do maligno e diabólico.
Porque há pessoas que, na sua frente, diz “sim”, nas costas diz “não”; há aquele que, quando está com você quer te agradar e falar um monte de coisas, mas quando está na sua ausência diz outras coisas. Isto é a hipocrisia do mundo: a nossa falta de autenticidade; é a justiça que nós queremos exigir dos outros, mas não somos justos nem nas nossas conversas; conversas dúbias, palavras dúbias. Um homem e uma mulher sem palavra é um homem e uma mulher sem autenticidade. E ser sem palavra é: ora dizer uma coisa aqui e outra acolá.
Que a nossa palavra aqui seja essa e, na ausência da pessoa, seja a mesma palavra, isto é, ser autêntico, pois, o que passa disso é do maligno e diabólico.
DEUS ABENÇOE VOCÊ E SUA FAMÍLIA! 
(texto tirado da homilia diária Canção Nova)

domingo, outubro 22, 2017

NOSSA SENHORA VIRGEM DO SILÊNCIO

Mãe querida ensina-me silenciar quando é preciso, ensina calar quando for necessário, ensina quietar o coração para escutar Jesus teu divino Filho.
Nossa Senhora a Virgem do Silêncio é exemplo para todos nós. A nossa sociedade vive numa correria imensa, não temos tempo, não temos calma, não temos tolerância, não temos silêncio interior. Muitas vezes tomas decisões erradas, fazemos escolhas erradas e seguimos caminhos errados pelo simples fato de não saber silenciar para conversar com Deus. Vamos silenciar nossos corações para escutar a Voz do Senhor. Para dar atenção a Sua divina Palavra e assim podermos caminhar segundo a vontade do Pai. Nossa Senhora Virgem do silencio, rogai por nós e por nossas famílias.Amém.

ORAÇÃO DO ANGELUS



NOSSA SENHORA, ROGAI POR NÓS!

segunda-feira, dezembro 12, 2016

Oração do Abandono (Charles de Foucauld)

Meu Pai,
Eu me abandono a Ti,
Faz de mim o que quiseres.
O que fizeres de mim,
Eu Te agradeço.

Estou pronto para tudo, aceito tudo.
Desde que a Tua vontade se faça em mim
E em tudo o que Tu criastes,
                                        Nada mais quero, meu Deus.

Nas Tuas mãos entrego a minha vida.
Eu Te a dou, meu Deus,
Com todo o amor do meu coração,
Porque Te amo
E é para mim uma necessidade de amor dar-me,
Entregar-me nas Tuas mãos sem medida
Com uma confiança infinita
Porque Tu és…
Meu Pai!


Fonte: Pe. Inácio Jose do Vale Vale
“Fazer-se todo para todos para tudo dar a Jesus”

É outra característica que deve distinguir a nossa vida. Uma vida que, como a de Jesus Cristo, se torna dádiva para bem de todos os homens, especialmente dos pobres com que Jesus se identificou (cfr. Mt 25, 31-46). Fomos chamados, até mesmo à luz do testemunho e doutrina de Charles de Foucauld, a revalorizar a nossa presença missionária na fraqueza e na eficácia evangélica dos meios pobres. «Os meios de que Ele (Jesus) se serviu no presépio, em Nazaré, na cruz, são: pobreza, abjecção, humilhação, abandono, perseguição, sofrimento e cruz. Eis as nossas armas, as mesmas do Esposo divino, que nos pede para deixarmos continuar em nós a sua vida, ele o único amante, o único esposo, o único Salvador e até mesmo a única Sabedoria e única Verdade…».



“Tornar-se uma Maria viva e operante”

«Eu faço o propósito de guardar em mim a vontade de trabalhar para me transformar em Maria para me tornar uma outra Maria vivente e operante».


Também o nosso modo de viver e trabalhar no meio do povo deve encontrar na experiência mariana de Charles de Foucauld mais um empurrão para incarnar aquele estilo de consolação “materno” e “missionário” que aprendemos com o nosso Beato Fundador.
Evangelização libertadora

«Quem pretender viver segundo a espiritualidade de Nazaré deverá estar consciente de que ela é a base da sua existência, quer se encontre no deserto quer na missão apostólica. Quer dizer que não pode haver apostolado sem Nazaré nem deserto sem Nazaré, nem Nazaré sem deserto nem apostolado».

Para que se dê uma inserção em qualquer lugar da terra, Charles acredita que o cristão deverá partir sempre do modo de agir de Deus, tal como aparece nos Evangelhos, e acolher e apreciar tudo o que de bom e peculiar existe em cada povo e cultura.



Um santo à nossa medida

“Jesus, só Jesus, Jesus em tudo, Jesus sempre”.

É convicção profunda do beato Charles de Foucauld que Jesus Cristo deve estar no centro da nossa vida para que possamos ter gosto em conhecê-lo, deixar-nos seduzir por ele, segui-lo e imitá-lo, levar a nossa cruz atrás dele. Desta forma, permitimos-lhe que nos diga a verdade a respeito da nossa vida, dos nossos desejos, dos nossos projetos e da nossa história. E isto tem de acontecer mesmo à custa do martírio, que ele não excluía: «Pensa que terás de morrer mártir, despojado de tudo, estendido por terra, nu, irreconhecível, coberto de sangue e feridas, violenta e dolorosamente assassinado…e deves desejar que seja hoje». Assim foi com ele, que morreu “violentamente e dolorosamente assassinado” tal como sempre tinha desejado, para se configurar com Cristo até na morte.



“Ser caridosos, mansos, humildes com todos: é isto que se aprende de Jesus”.

A exemplo de Charles de Foucauld, também nós somos chamados a viver um novo modo de ser Igreja, sacramento de salvação para a humanidade. Na fraternidade evangélica, antes de mais, que não é apenas uma fraternidade reunida no amor à volta de Jesus e com Jesus, mas uma fraternidade que faz da caridade, tanto por dentro como por fora, o mandamento supremo até “fazer da salvação do próximo, bem como da salvação pessoal, a grande tarefa da vida”.

Este ideal só é atingível se formos capazes de “ver um irmão em cada ser humano”. Se vivermos superficialmente, só acolhemos o outro superficialmente. Se vivermos em profundidade, que é onde Deus habita, acolheremos o outro com profundidade, ou seja, como irmão e filho do mesmo Pai.

Somos chamados a viver uma vida comunitária que saiba apreciar e valorizar a vida ordinária, diária, o lugar onde realizaremos santidade. Uma santidade que se manifesta na comunhão profunda com Deus, no trabalho e na proximidade com as pessoas para tornarmos a nossa vida mais semelhante à de Jesus nos trinta anos que passou em Nazaré. Ele ensina-nos a não fugir ao aspecto quotidiano e ordinário da nossa existência, à procura de experiências extraordinárias. Só se soubermos viver de maneira extraordinária e com amor o “ordinário” é que conseguiremos que os nossos relacionamentos se tornem cada vez mais justos, mais verdadeiros, mais fraternos e mais ricos em humanidade e ternura para com os outros.



“Ler e reler incessantemente o Santo Evangelho”

O Beato Charles de Foucauld converteu-se a Deus através do Evangelho. A procura vocacional e a sua vida espiritual como um todo desenrolaram-se até à morte sob o signo do Evangelho meditado, ruminado, assimilado e vivido. Nutria um grande amor pelo Evangelho que via não como um estudo de normas e leis, mas como encontro com “o esposo, o namorado, o bem-amado”, para assim lhe poder “agradar, servir, glorificar, consolar, como deseja que tudo seja feito” A vida de comunidade e o caminho do discipulado, nas suas várias modalidades e critérios, juízos e valores, devem passar pela peneira da Palavra. «Ler e reler incessantemente o Santo Evangelho para ter sempre diante da mente as ações, as palavras, os pensamentos de Jesus para poder pensar, falar e agir como Jesus, seguir os exemplos e os ensinamentos de Jesus e não os exemplos e os modos de fazer do mundo, em que recaímos tão rapidamente mal afastamos os nossos olhos do divino Modelo».


Na vida de qualquer comunidade missionária, a primazia do Evangelho deve assemelhar-se à semente que germina e produz fruto no escondimento e no silêncio, para depois de tornar alimento abundante para todos aqueles que têm fome.