TERÇO VOCACIONAL
O Pré-Seminário é, antes de tudo, esse tempo e lugar especiais onde somos desafiados a questionar-nos sobre qual é a nossa vocação, o nosso caminho pessoal e único de felicidade, o projecto que Deus tem para cada um de nós.
Para concretizar este mesmo objectivo queremos, com este terço vocacional, seguir o caminho de Maria, meditando nos diferentes momentos do itinerário vocacional.
Deste modo, confiamos a Maria todas as pessoas (sobretudo os jovens), a fim de que experimentem a beleza de uma vida entregue a Deus e ao próximo, e se mostrem disponíveis para responder com um SIM generoso ao Mestre que chama.
I Mistério | A Busca
Então Jesus voltou-se para eles e, vendo que o seguiam, perguntou-lhes: «A quem procurais?» Responderam-lhe: «Rabi – que quer dizer Mestre – onde moras?» Ele disse: «Vinde e vede». Foram, pois, e viram onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Eram quase quatro horas da tarde.
(Jo 1, 38-39)
Cada vez mais se vai sentindo que um cristianismo de subsistência e de tradição é insuficiente. Desde tenra idade somos introduzidos neste dinamismo de seguimento de Jesus Cristo pelos sacramentos e pela catequese. Mas, será que O desejamos de verdade?
“Onde moras?” é a pergunta que os discípulos André e João colocavam. Ela não é mais do que a expressão de uma mesma busca que todos inquietamente fazemos: “onde está a felicidade?”.
Por isso, vale sempre a pena re-colocar esta pergunta: és feliz?
II Mistério | O Chamamento
E disse-lhes Jesus: «Vinde comigo, e farei de vós pescadores de homens». Deixando imediatamente as redes, seguiram-no.
(Mc 1, 17-18)
Os discípulos percebem em Jesus Cristo algo de diferente, algo de autêntico e profundo e, por isso, aceitam deixar imediatamente as redes e segui-Lo.
Quantas vezes ficamos agarrados àquilo que deixamos ou ao comodismo da mediocridade?
E tu? Já te cruzaste com Cristo pelo caminho? Que tens feito perante o mesmo desafio?
III Mistério | O Seguimento
Jesus disse, então, aos discípulos: «Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser savar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontrá-la»
(Mt 16, 24-25)
Rapidamente a resposta afirmativa ao chamamento que nos é feito por Jesus Cristo traz consequências: segui-Lo implica amá-Lo, e amá-Lo implica aprender a imitá-Lo.
Assim, como caminho de felicidade (seja como leigos, como ministros ordenados, ou como religiosos) é-nos apresentada a cruz, ou seja descer.
Já fizeste a experiência na tua vida de como é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se alcança a felicidade?
IV Mistério | A Missão
Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos (…) Quando entrardes numa cidade e vos receberem, comei do que vos for servido, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: «O reino de Deus está próximo de vós».
(Cfr. Lc 10, 3-9)
Muitas vezes, somos colocados em contextos onde há muito pouca esperança. Porque é que tantas pessoas não conhecem a alegria de saber que o reino de Deus está perto de cada um de nós? Como tem sido o nosso testemunho enquanto cristãos?
V Mistério | A Fidelidade Radical
«(…) As raposas têm tocas e os pássaros do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça». (…) «Deixa que os mortos sepultem os seus mortos. (…) «Quem olha para trás, depois de deitar a mão ao arado não está apto para o Reino de Deus»
(Cf. Lc 9, 57-62)
Jesus Cristo, sacerdote único e eterno, faz com que nunca se apague em nós a certeza de que só permanecendo em Ti encontramos sentido para a vida.
Assim, faz-nos caminhar, escutar e obedecer-Te, na confiança de quem Te sabe presente no mais íntimo de nós mesmos, e perceber, nas mais pequenas coisas, o quanto nos amas loucamente.
Consagração a Nossa Senhora
Ó Senhora minha, ó minha Mãe,
eu me ofereço todo(a) a vós,
e em prova da minha devoção para convosco,
vos consagro neste dia e para sempre,
os meus olhos, os meus ouvidos,
a minha boca, o meu coração e inteiramente todo o meu ser.
E porque assim sou vosso(a),
ó incomparável Mãe,
guardai-me e defendei-me como coisa e propriedade vossa.
Lembrai-vos que vos pertenço, terna Mãe, Senhora nossa.
Ah, guardai-me e defendei-me como coisa própria vossa.
segunda-feira, outubro 31, 2011
terça-feira, outubro 18, 2011
Por que falamos que a fé é um pulo no escuro?
Esta explicação da fé como um salto no escuro não corresponde ao ensinamento da Sagrada Escritura. Fé é um salto sim, mas um salto no seguro. São Paulo diz: “Sei em quem acreditei”. O seguro não significa absoluta clareza, pois a fé está ligada à esperança, uma vez que a carta aos Hebreus confirma: “fé é o modo de já possuir o que se espera, a convicção acerca de realidade que não se vêem” (Heb 1,1).
A própria carta aos Hebreus no capítulo 11 diz-nos que esta fé foi a vida e o caminho dos patriarcas e, assim, é o nosso caminho. Ela tem as características de ser estímulo a caminhar, de ser meta a se atingir e meio de viver. “Sem ela é impossível ser agradável a Deus, pois aquele que se aproxima de Deus deve crer que Ele existe e que recompensa os que o procuram. Foi nela que Abel ofereceu os frutos foi morto e nela seu sangue ainda fala. Por ela Abraão partiu para uma terra, sem saber para onde ia. Sara teve um filho na sua velhice. Nesta fé Abraão oferece seu filho Isaac em sacrifício. Nesta fé Moisés foi oculto pelos pais para não ser morto. Por ela Moisés tira o povo do Egito e resiste como se visse o invisível. Foi por ela que os líderes do povo, perseguidos, lutando pela libertação, levaram vida errante vestidos de peles, oprimidos e maltratados. Eles, de quem a terra não era digna, vagavam pelos desertos e pelas montanhas, pelas grutas e cavernas da terra”.
A fé, mesmo na maior escuridão a fé é visível e dá a direção e segurança no caminho, mesmo doloroso. Nesta caminhada ela se torna uma obra concreta. São Tiago diz que a fé tem que ser acompanhada das obras. Não basta dizer sou católico ou crente, se minhas obras não mostram isso. Ela empenha a vida. Só a fé salva, diz Paulo. Tiago explica que fé significa agir pelas obras. Foi por isso que certos grupos tiraram a carta de Tiago da Bíblia. Entenderam que isso significaria dizer: fé na igreja e fora por minha conta, como eu quero. Ela interfere diretamente na vida através do Evangelho de Jesus. Vencer as tentações da fé é difícil, pois a tentação é suave e gostosa. E pelo fato de ser boa e suave, muitos caem quando chega o momento da crise.
Pe. Luiz Carlos de Oliveira, C.Ss.R.
segunda-feira, julho 25, 2011
ONDE HÁ CARIDADE DEUS ESTÁ: O Reino de Deus
ONDE HÁ CARIDADE DEUS ESTÁ: O Reino de Deus: "O Reino de Deus é um tesouro de valor inigualável, pelo qual o próprio Jesus entregou sua vida. Quando se descobre este tesouro, logo se ent..."
quarta-feira, julho 06, 2011
Homilia de 06/07/11
Cristo veio procurar a única ovelha que se tinha perdido (cf. Mt 18,12). A única ovelha que é você, que é o seu marido, a sua esposa, o seu filho, a sua filha, o seu parente. É por essa alma perdida, por esta ovelha desgarrada que o Bom Pastor foi enviado. Ele que, desde sempre, fora prometido: para ela nasceu e por ela foi entregue. Ela é única, tomada dos judeus e das nações, tomada de todas as nações, única no mistério, múltipla nas pessoas, múltipla pelo corpo segundo a natureza, única pelo Espírito segundo a Graça. Numa palavra: uma única ovelha e uma multidão inumerável.
Por isso, Aquele que veio procurar a única ovelha foi enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel. No seu todo, mas também na sua individualidade. Por isso, chama pelo nome e de uma maneira detalhada para dizer que Ele nos trata não quantitativa, mas qualitativamente.
Ele nos conhece e chama pelo nome: Simão, chamado Pedro, e o seu irmão André; Tiago e o seu irmão João, filhos de Zebedeu; Filipe, Bartolomeu, Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu e Simão, o nacionalista; e Judas Iscariotes. Jesus associa à Sua atividade um grupo de homens que irá pregar a Boa-Nova e realizar os prodígios que Ele realizou. Aos Seus seguidores, Jesus dá ordem de continuarem Sua obra em favor das pessoas, confere-lhes autoridade para expulsar maus espíritos e curar os doentes.
Por nós mesmos, como cristãos, não tínhamos um “poder mágico” para realizar esses milagres, mas o evangelista usa essa imagem para expressar a luta dos discípulos de todos os tempos contra tudo aquilo que destroi a vida humana, física, psicológica ou espiritualmente. Assim, nos dá a conhecer o Seu amor por nós e nos compromete com Sua missão. Ele nos converte em discípulos e missionários Seus com uma vocação específica na Igreja por Ele mesmo instituída. Quer como bispos, quer como presbíteros, assim como leigos.
Portanto, meu irmão, se o Senhor fora enviado como verdade para os ludibriados, como caminho para os transviados, como remédio para os doentes, como resgate para os cativos e como alimento para os que morriam de fome, você – como discípulo e missionário d’Ele no mundo de hoje – não pode nem deve ser outra coisa senão aquilo que Ele foi e é em mim e em você. Ele foi a todos e a cada um. Foi enviado às ovelhas perdidas da casa de Israel para que elas não se perdessem para sempre e tivessem vida e vida em abundância.
Esta é a minha e a sua tarefa: anunciar a Boa Nova descobrindo no mundo os ‘espíritos maus’, isto é, os males que alienam e marginalizam as pessoas a buscar a cura, pois o Reino de Deus está próximo.
Padre Bantu Mendonça
sexta-feira, julho 01, 2011
Liturgia de 01/07/11
Sexta-Feira, 1 de Julho de 2011
Sagrado Coração de Jesus
Primeira leitura (Deuteronômio 7,6-11)
Leitura do Livro do Deuteronômio.
Moisés falou ao povo, dizendo: 6“Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus. O Senhor teu Deus te escolheu dentre os povos da terra, para seres o seu povo preferido. 7O Senhor se afeiçoou a vós e vos escolheu, não por serdes mais numerosos que os outros povos — na verdade sois o menor de todos — 8mas, sim, porque o Senhor vos amou e quis cumprir o juramento que fez a vossos pais. Foi por isso que o Senhor vos fez sair com mão poderosa, e vos resgatou da casa da escravidão, das mãos do Faraó, rei do Egito.
9Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é o único Deus, um Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações, para aqueles que o amam e observam seus mandamentos; 10mas castiga diretamente aquele que o odeia, fazendo-o perecer; e não o deixa esperar: mas dá-lhe imediatamente o castigo merecido. 11Guarda, pois, os mandamentos, as leis e os decretos que hoje te prescrevo, pondo-os em prática”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmo (Salmos 102)
— O amor do Senhor Deus, por quem o teme, é de sempre e perdura para sempre.
— O amor do Senhor Deus, por quem o teme, é de sempre e perdura para sempre.
— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
— Pois ele te perdoa toda a culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.
— O Senhor realiza obras de justiça e garante o direito aos oprimidos; revelou os seus caminhos a Moisés, e aos filhos de Israel, seus grandes feitos.
— O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.
Segunda leitura (1João 4,7-16)
Leitura da Primeira Carta de São João.
7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele.
10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós.
13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Evangelho (Mateus 11,25-30)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
28Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
Sagrado Coração de Jesus
Primeira leitura (Deuteronômio 7,6-11)
Leitura do Livro do Deuteronômio.
Moisés falou ao povo, dizendo: 6“Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus. O Senhor teu Deus te escolheu dentre os povos da terra, para seres o seu povo preferido. 7O Senhor se afeiçoou a vós e vos escolheu, não por serdes mais numerosos que os outros povos — na verdade sois o menor de todos — 8mas, sim, porque o Senhor vos amou e quis cumprir o juramento que fez a vossos pais. Foi por isso que o Senhor vos fez sair com mão poderosa, e vos resgatou da casa da escravidão, das mãos do Faraó, rei do Egito.
9Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é o único Deus, um Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações, para aqueles que o amam e observam seus mandamentos; 10mas castiga diretamente aquele que o odeia, fazendo-o perecer; e não o deixa esperar: mas dá-lhe imediatamente o castigo merecido. 11Guarda, pois, os mandamentos, as leis e os decretos que hoje te prescrevo, pondo-os em prática”.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmo (Salmos 102)
— O amor do Senhor Deus, por quem o teme, é de sempre e perdura para sempre.
— O amor do Senhor Deus, por quem o teme, é de sempre e perdura para sempre.
— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
— Pois ele te perdoa toda a culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.
— O Senhor realiza obras de justiça e garante o direito aos oprimidos; revelou os seus caminhos a Moisés, e aos filhos de Israel, seus grandes feitos.
— O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.
Segunda leitura (1João 4,7-16)
Leitura da Primeira Carta de São João.
7Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele.
10Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós.
13A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Evangelho (Mateus 11,25-30)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
25Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
28Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
quinta-feira, junho 30, 2011
homilia de 30/06/11
A cura do paralítico nos é contada também pelos evangelistas Marcos (2,1-12) e Lucas (5,17-26). O primeiro apresenta a história do paralítico com mais particularidades, nos diz que os portadores do leito – sobre o qual jazia o paralítico – não conseguiam apresentar o doente a Jesus por causa da multidão.
São particularidades que não pertencem à história em si, mas ao modo de apresentá-la. Na sua versão, Mateus estiliza a cena reduzindo-a ao essencial, omitindo todas as particularidades. A chave para descobrir a intenção de Mateus está nas palavras de Jesus: Vendo a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: “Meu filho, coragem! Teus pecados te são perdoados”.
Neste texto, o apóstolo [Mateus] quer afirmar que Jesus tem o poder de perdoar os pecados. A cura do paralítico comprova esse poder. Além de ter o poder de perdoar os pecados, o Senhor demonstra ter um poder mais forte, que é aquele de penetrar os pensamentos dos escribas, sem que alguém lhe contasse nada, dizendo-lhes: Por que pensais mal em vossos corações?
Por sua vez, Cristo possui um conhecimento sobre-humano, sobrenatural, doado a Ele pelo Espírito Santo. Em outros momentos o Senhor dirá: Vocês veem as aparências. Eu vejo o coração. Este conhecimento sobrenatural de Jesus demonstra que Ele tem também uma dignidade única e que justifica o Seu poder também único, aquele de perdoar os pecados.
Quando Jesus demonstra que tem poder sobre o pecado, o paralítico passa em segundo plano, como se não interessasse mais o paralítico curado, e sim “para que saibais que o Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados”.
A razão da cura do paralítico, que ouviu as palavras de Jesus “Levanta-te, toma a maca e volta para tua casa”, é demonstrar a saúde eterna. O perdão dos pecados é mais importante do que a saúde do corpo.
Mateus, além de demonstrar o poder de Jesus, quer realçar a fé daquela multidão que se aproximou d’Ele, atraída a Ele justamente por causa desse poder. Fé tão grande que venceu todas as dificuldades. Fé que é confiança ilimitada no poder de Jesus, posto a serviço do ser humano.
Por fim, Mateus, depois de nos contar a cura e o perdão dos pecados do paralítico, nos fala daquela multidão que, diante deste milagre de Jesus Cristo, ficou com medo, glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens.
O poder de Jesus de perdoar os pecados foi passado aos Seus apóstolos quando, ao ressuscitar dos mortos e aparecendo a eles, disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós”. Depois destas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (João 20,21-23).
Portanto, a Igreja de Cristo tem a missão de administrar o sacramento do perdão. Não são os padres que perdoam, mas é Cristo que o faz na pessoa do sacerdote. Este poder de perdoar os pecados é inseparável da Pessoa de Cristo e de Sua Igreja una, santa, católica e apostólica.
Padre Bantu Mendonça
São particularidades que não pertencem à história em si, mas ao modo de apresentá-la. Na sua versão, Mateus estiliza a cena reduzindo-a ao essencial, omitindo todas as particularidades. A chave para descobrir a intenção de Mateus está nas palavras de Jesus: Vendo a fé daquela gente, Jesus disse ao paralítico: “Meu filho, coragem! Teus pecados te são perdoados”.
Neste texto, o apóstolo [Mateus] quer afirmar que Jesus tem o poder de perdoar os pecados. A cura do paralítico comprova esse poder. Além de ter o poder de perdoar os pecados, o Senhor demonstra ter um poder mais forte, que é aquele de penetrar os pensamentos dos escribas, sem que alguém lhe contasse nada, dizendo-lhes: Por que pensais mal em vossos corações?
Por sua vez, Cristo possui um conhecimento sobre-humano, sobrenatural, doado a Ele pelo Espírito Santo. Em outros momentos o Senhor dirá: Vocês veem as aparências. Eu vejo o coração. Este conhecimento sobrenatural de Jesus demonstra que Ele tem também uma dignidade única e que justifica o Seu poder também único, aquele de perdoar os pecados.
Quando Jesus demonstra que tem poder sobre o pecado, o paralítico passa em segundo plano, como se não interessasse mais o paralítico curado, e sim “para que saibais que o Filho do homem tem o poder de perdoar os pecados”.
A razão da cura do paralítico, que ouviu as palavras de Jesus “Levanta-te, toma a maca e volta para tua casa”, é demonstrar a saúde eterna. O perdão dos pecados é mais importante do que a saúde do corpo.
Mateus, além de demonstrar o poder de Jesus, quer realçar a fé daquela multidão que se aproximou d’Ele, atraída a Ele justamente por causa desse poder. Fé tão grande que venceu todas as dificuldades. Fé que é confiança ilimitada no poder de Jesus, posto a serviço do ser humano.
Por fim, Mateus, depois de nos contar a cura e o perdão dos pecados do paralítico, nos fala daquela multidão que, diante deste milagre de Jesus Cristo, ficou com medo, glorificou a Deus por ter dado tal poder aos homens.
O poder de Jesus de perdoar os pecados foi passado aos Seus apóstolos quando, ao ressuscitar dos mortos e aparecendo a eles, disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós”. Depois destas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (João 20,21-23).
Portanto, a Igreja de Cristo tem a missão de administrar o sacramento do perdão. Não são os padres que perdoam, mas é Cristo que o faz na pessoa do sacerdote. Este poder de perdoar os pecados é inseparável da Pessoa de Cristo e de Sua Igreja una, santa, católica e apostólica.
Padre Bantu Mendonça
liturgia de 30/06/2011
Quinta-Feira, 30 de Junho de 2011
13ª Semana Comum
Primeira leitura (Gênesis 22,1-19)
Leitura do Livro do Gênesis.
Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.
3Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5Disse, então, a seus servos: “Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós”.
6Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7lsaac disse a Abraão: “Meu pai”. “Que queres, meu filho?”, respondeu ele. E o menino disse:
“Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?” 8Abraão respondeu: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram caminhando juntos.
9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14Abraão passou a chamar aquele lugar: “O Senhor providenciará”. Donde até hoje se diz: “O monte onde o Senhor providenciará”.
15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”. 19Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puseram-se a caminho de Bersabeia, onde Abraão passou a morar.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmo (Salmos 114)
— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
— Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração. Inclinou para mim seu ouvido, no dia em que eu o invoquei.
— Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza: eu então invoquei o Senhor “Salvai, ó Senhor, minha vida!”
— O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes: eu estava oprimido, e salvou-me.
— Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.
Evangelho (Mateus 9,1-8)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!”
3Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’?
6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
13ª Semana Comum
Primeira leitura (Gênesis 22,1-19)
Leitura do Livro do Gênesis.
Naqueles dias, 1Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”.
3Abraão levantou-se bem cedo, selou o jumento, tomou consigo dois dos seus servos e seu filho Isaac. Depois de ter rachado lenha para o holocausto, pôs-se a caminho, para o lugar que Deus lhe havia ordenado. 4No terceiro dia, Abraão, levantando os olhos, viu de longe o lugar. 5Disse, então, a seus servos: “Esperai aqui com o jumento, enquanto eu e o menino vamos até lá. Depois de adorarmos a Deus, voltaremos a vós”.
6Abraão tomou a lenha para o holocausto e a pôs às costas do seu filho Isaac, enquanto ele levava o fogo e a faca. E os dois continuaram caminhando juntos. 7lsaac disse a Abraão: “Meu pai”. “Que queres, meu filho?”, respondeu ele. E o menino disse:
“Temos o fogo e a lenha, mas onde está a vítima para o holocausto?” 8Abraão respondeu: “Deus providenciará a vítima para o holocausto, meu filho”. E os dois continuaram caminhando juntos.
9Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!” 12E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 14Abraão passou a chamar aquele lugar: “O Senhor providenciará”. Donde até hoje se diz: “O monte onde o Senhor providenciará”.
15O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16e lhe disse: “Juro por mim mesmo — oráculo do Senhor —, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”. 19Abraão tornou para junto dos seus servos, e, juntos, puseram-se a caminho de Bersabeia, onde Abraão passou a morar.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus.
Salmo (Salmos 114)
— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
— Andarei na presença de Deus, junto a ele, na terra dos vivos.
— Eu amo o Senhor, porque ouve o grito da minha oração. Inclinou para mim seu ouvido, no dia em que eu o invoquei.
— Prendiam-me as cordas da morte, apertavam-me os laços do abismo; invadiam-me angústia e tristeza: eu então invoquei o Senhor “Salvai, ó Senhor, minha vida!”
— O Senhor é justiça e bondade, nosso Deus é amor-compaixão. É o Senhor quem defende os humildes: eu estava oprimido, e salvou-me.
— Libertou minha vida da morte, enxugou de meus olhos o pranto e livrou os meus pés do tropeço. Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.
Evangelho (Mateus 9,1-8)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1entrando em um barco, Jesus atravessou para a outra margem do lago e foi para a sua cidade. 2Apresentaram-lhe, então, um paralítico deitado numa cama. Vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, os teus pecados estão perdoados!”
3Então alguns mestres da Lei pensaram: “Esse homem está blasfemando!” 4Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: “Por que tendes esses maus pensamentos em vossos corações? 5O que é mais fácil, dizer: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te e anda’?
6Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados, — disse, então, ao paralítico — “Levanta-te, pega a tua cama e vai para a tua casa”. 7O paralítico então se levantou, e foi para a sua casa. 8Vendo isso, a multidão ficou com medo e glorificou a Deus, por ter dado tal poder aos homens.
- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
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