quinta-feira, abril 05, 2012

Oração das Vésperas - Liturgia das Horas

TRÍDUO PASCAL
DA PAIXÃO E RESSURREIÇÃO DO SENHOR

QUINTA-FEIRA, NA CEIA DO SENHOR

Vésperas
Hoje rezam as Vésperas somente os que não participam da Missa vespertina da Ceia do Senhor.
Hino
Memória da morte
de Cristo Senhor,
Pão vivo, que ao homem
dá vida e valor,
fazei-me viver
de vossa ternura,
sentindo nos lábios
a vossa doçura.

Fiel pelicano,
Jesus, meu Senhor,
lavai-me no sangue,
a mim pecador;
pois dele uma gota
já salva e redime
a todo o Universo
dos laços do crime.

Enfim, contemplando
na glória dos céus
o vosso semblante,
sem sombras nem véus,
irei bendizer-vos,
Jesus, Sumo Bem,
ao Pai e ao Espírito
nos séculos. Amém.

Salmodia

Ant. 1 O Primogênito dos mortos e Rei dos reis da terra,
fez de nós para o seu Pai um reino e sacerdócio.

Salmo 71(72)
O poder régio do Messias Abriram seus cofres e ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso e mirra (Mt 2,11).

I 1 Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, *
vossa justiça ao descendente da realeza!
–2 Com justiça ele governe o vosso povo, *
com eqüidade ele julgue os vossos pobres.

3 Das montanhas venha a paz a todo o povo, *
e desça das colinas a justiça!
=4 Este Rei defenderá os que são pobres, †
os filhos dos humildes salvará, *
e por terra abaterá os opressores!

5 Tanto tempo quanto o sol há de viver, *
quanto a lua através das gerações!
6 Virá do alto, como o orvalho sobre a relva, *
como a chuva que irriga toda a terra.

7 Nos seus dias a justiça florirá *
e grande paz, até que a lua perca o brilho!
8 De mar a mar estenderá o seu domínio, *
e desde o rio até os confins de toda a terra!

9 Seus inimigos vão curvar-se diante dele, *
vão lamber o pó da terra os seus rivais.
10 Os reis de Társis e das ilhas hão de vir *
e oferecer-lhes seus presentes e seus dons;

– e também os reis de Seba e de Sabá *
hão de trazer-lhe oferendas e tributos.
11 Os reis de toda a terra hão de adorá-lo, *
e todas as nações hão de servi-lo.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. O Primogênito dos mortos e Rei dos reis da terra,
fez de nós para o seu Pai um reino e sacerdócio.

Ant. 2 O Senhor libertará o infeliz do prepotente,
e o pobre salvará ao qual ninguém quer ajudar.

II
12 Libertará o indigente que suplica, *
e o pobre ao qual ninguém quer ajudar.
13 Terá pena do indigente e do infeliz, *
e a vida dos humildes salvará.

14 Há de livrá-los da violência e opressão, *
pois vale muito o sangue deles a seus olhos!
=15 Que ele viva e tenha o ouro de Sabá! †
Hão de rezar também por ele sem cessar, *
bendizê-lo e honrá-lo cada dia.

16 Haverá grande fartura sobre a terra, *
até mesmo no mais alto das montanhas;
– as colheitas florirão como no Líbano, *
tão abundantes como a erva pelos campos!

17 Seja bendito o seu nome para sempre! *
E que dure como o sol sua memória!
– Todos os povos serão nele abençoados, *
todas as gentes cantarão o seu louvor!

18 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, *
porque só ele realiza maravilhas!
19 Bendito seja o seu nome glorioso! *
Bendito seja eternamente! Amém, amém!

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. O Senhor libertará o infeliz do prepotente,
e o pobre salvará ao qual ninguém quer ajudar.

Ant. 3 Triunfaram pelo sangue do Cordeiro
e o testemunho que eles deram da Palavra.

Cântico Ap 11,17-18; 12,10b-12a
O julgamento de Deus
11,17 Graças vos damos, Senhor Deus onipotente, *
a Vós que sois, a Vós que éreis e sereis,
– porque assumistes o poder que vos pertence, *
e enfim tomastes posse como rei!

(R. Nós vos damos graças, nosso Deus!)

= 18As nações se enfureceram revoltadas, †
mas chegou a vossa ira contra elas *
e o tempo de julgar vivos e mortos,
= e de dar a recompensa aos vossos servos, †
aos profetas e aos que temem vosso nome, *
aos santos, aos pequenos e aos grandes. (R.)

=12,10 Chegou agora a salvação e o poder †
a realeza do Senhor e nosso Deus, *
e o domínio de seu Cristo, seu Ungido.
– Pois foi expulso o delator que acusava *
nossos irmãos, dia e noite, junto a Deus. (R.)
= 11 Mas o venceram pelo sangue do Cordeiro †
e o testemunho que eles deram da Palavra, *
pois desprezaram sua vida até à morte.
12 Por isso, ó céus, cantai alegres e exultai *
e vós todos os que neles habitais! (R.)

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. (R.)

Ant. Triunfaram pelo sangue do Cordeiro
e o testemunho que eles deram da Palavra.

Leitura breve Hb 13,12-15
Jesus sofreu do lado de fora da porta, para santificar o povo pelo seu próprio sangue. Vamos,
portanto, sair ao seu encontro, fora do acampamento, carregando a sua humilhação. Porque não
temos aqui cidade permanente, mas estamos à procura daquela que está para vir. Por meio de
Jesus, ofereçamos a Deus um perene sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que celebram
o seu nome.

Em lugar do responsório se diz:
Ant. Jesus Cristo se humilhou e se fez obediente,
obediente até à morte.

Cântico evangélico (MAGNIFICAT) Lc 1,46-55
Ant. Na ceia derradeira, Jesus tomou o pão,
deu graças e o partiu e o deu a seus discípulos.

A alegria da alma no Senhor

46 A minha alma engrandece ao Senhor *
47 e exulta meu espírito em Deus, meu Salvador;
48 porque olhou para humildade de sua serva, *
doravante as gerações hão de chamar-me de bendita.

49 O Poderoso fez em mim maravilhas *
e Santo é o seu nome!
50 Seu amor para sempre se estende *
sobre aqueles que o temem;

51 manifestou o poder de seu braço, *
dispersou os soberbos;
52 derrubou os poderosos de seus tronos *
e elevou os humildes;

53 saciou de bens os famintos, *
despediu os ricos sem nada.
54 Acolheu Israel, seu servidor, *
fiel ao seu amor,

55 como havia prometido a nossos pais, *
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. Na ceia derradeira, Jesus tomou o pão,
deu graças e o partiu e o deu a seus discípulos.

Preces
Adoremos o nosso Salvador, que durante a última Ceia com os seus discípulos, na noite em que
foi entregue, deixou à Igreja o memorial perene de sua Paixão e Ressurreição. Oremos,
dizendo:

R. Santificai, Senhor, o povo que remistes com vosso sangue!
Jesus, nosso Redentor, concedei que, pela penitência, nos associemos cada vez mais plenamente à vossa Paixão,
a fim de alcançarmos a glória da ressurreição.R.
Acolhei-nos sob a proteção de Maria,vossa Mãe, consoladora dos aflitos,
para podermos confortar os tristes como mesmo auxílio que de vós recebemos. R.

Concedei aos vossos fiéis a graça de tomar parte na vossa Paixão por meio dos sofrimentos da vida,
para que também neles se manifeste a vossa salvação. R.
Senhor Jesus, que vos humilhastes na obediência até à morte e morte de cruz,
ensinai-nos a ser obedientes e a sofrer com paciência. R.

(intenções livres)
Tornai os corpos de nossos irmãos e irmãs falecidos semelhantes à imagem do vosso corpo glorioso,
e fazei-nos dignos de participar, um dia, com eles, da vossa glória. R.
Pai nosso.

Oração
Ó Deus, que para a vossa glória e nossa salvação constituístes Jesus Cristo sumo e eterno
sacerdote, concedei ao vosso povo, resgatado por seu Sangue, que, ao celebrar o memorial de
sua Paixão, receba a força redentora de sua cruz e ressurreição. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora

O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.

segunda-feira, abril 02, 2012

Confira o comentário ao Evangelho deste domingo elaborado pelo teólogo espanhol José Antônio Pagola.

Deus nos interpela nos inocentes que sofrem



A entrada de Jesus em Jerusalém (Foto: )
(Textos da Liturgia)
Identificado com as vítimas

Nem o poder de Roma nem as autoridades do Templo puderam suportar a novidade de Jesus. Sua forma de entender e de viver Deus era perigosa. Não defendia o império de Tibério; chamava todos a procurar o Reino de Deus e sua justiça. Não considerava importante quebrar as leis do sábado nem as tradições religiosas; somente lhe preocupava aliviar as dores das pessoas enfermas e desnutridas da Galileia.
Mas isso não foi perdoado. Ele se identificava demais com as vítimas inocentes do império e com os esquecidos pela religião do templo. Executado sem piedade em uma cruz, nele Deus revela-se a nós sempre identificado com todas as vítimas inocentes da história. Junto ao grito de todos , eles unem-se agora ao grito da dor do mesmo Deus.
Nesse rosto desfigurado do Crucificado revela-se a nós um Deus surpreendente, que quebra nossas imagens convencionais de Deus e põe em questão toda prática religiosa que tente dar culto a Deus, esquecendo o drama de um mundo no qual se segue crucificando aos mais frágeis e indefesos.
Se Deus foi morto identificado com as vítimas, sua crucifixão converte-se num desafio inquietante para os seguidores de Jesus. Não podemos separar Deus do sofrimento dos inocentes. Não podemos adorar o Crucificado e viver dando as costas ao sofrimento de tantos seres humanos destruídos pela fome, guerras e miséria.
Deus continua interpelando-nos desde todos os crucificados do nosso tempo. Não podemos continuar vivendo como expectadores desse sofrimento tão grande, alimentando nossa ingênua ilusão de inocência. Temos que nos manifestar contra essa cultura do esquecimento que permite isolarmos dos crucificados deslocando o sofrimento injusto que há no mundo para uma distância onde desapareça  o clamor, o gemido e o pranto.
Não podemos nos  fechar em nossa sociedade do bem-estar, ignorando essa outra sociedade do mal-estar na qual milhares de pessoas nascem somente para extinguir-se aos poucos anos de uma vida que somente foi morte. Não é humano nem cristão nos instalar na seguridade esquecendo aos que somente conhecem uma vida insegura e continuamente ameaçada.
Quando os cristãos dirigiram seus olhos até o rosto do Crucificado, eles contemplaram o amor imenso de Deus que se entregou até a morte por nossa salvação. Se olharmos mais detidamente, logo descobriremos o rosto de muitos crucificados que, longe ou perto de nós, estão reclamando nosso amor de solidariedade e compaixão.

sábado, março 31, 2012

Frente Nacional de Prefeitos e CNBB discutem Campanha da Fraternidade


Brasília, 30 mar (CNBB/SIR) - A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) promoveu na última terça-feira, 27, em Brasília (DF), um café da manhã com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O encontro teve como objetivo avaliar, com a CNBB, como os prefeitos e prefeitas podem contribuir e se envolver com a 49º Campanha da Fraternidade, que tem como tema “Fraternidade e Saúde Pública”. O café da manhã fez parte da programação da 61ª Reunião Geral da Frente, que é preparatória para o 1º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, que foi aberto oficialmente no mesmo dia 27, em Brasília.
O prefeito de Vitória (ES) e presidente da FNP, João Coser, que coordenou o encontro, lembrou que o tema da saúde é afeito às demandas da população, que depende dos serviços básicos, e dos municípios, que é onde as pessoas residem. “A FNP trata a pauta da saúde com atenção. Temos o debate da Emenda 29 e do aporte de recursos para os municípios. Todos temos responsabilidades na melhora da saúde pública”, destacou o presidente da FNP.
“O tema da campanha é muito pertinente”, afirmou o diretor presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Barbano, que parabenizou a FNP pelo encontro. Segundo o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil entende que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser melhorado e consolidado. “A CNBB não traz a solução. Ela traz a proposta de um debate, e o espaço aberto pela FNP é ótimo para isso”, reforçou.
Entre os prefeitos que participaram do café da manhã estavam o vice-presidente para Assuntos da Saúde, de Foz do Iguaçu (PR), Paulo Mac Donald, o prefeito de Cariacica (ES), Helder Salomão, além do Assessor de Política da CNBB, padre Geraldo Martins.

Vaticano: motivações e desafios da Jornada Mundial da Juventude



JMJ na Alemanha (Foto: )
Rocca de Papa, 30 mar (SIR/Ecclesia) – O arcebispo do Rio de Janeiro (Brasil) explicou, esta manhã, no encontro internacional da juventude, que termina neste domingo, em Roma, as motivações, os desafios e as expectativas das próximas Jornadas Mundiais da Juventude.
Além de D. Orani João Tempesta falou também presente o presidente da Comissão Episcopal da Juventude do Brasil, D. Eduardo Pinheiro da Silva e o padre Carlos Sávio, responsável pelo Setor Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A comitiva portuguesa neste encontro, teve o seu início esta quinta-feira, e é composta por dois momebros do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), padre Eduardo Novo e Susana Magalhães.
Organizado pelo Conselho Pontifício para os Leigos, organismo da Santa Sé, este encontro é dirigido a todos os responsá veis nacionais das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ) e se realiza no Centro ´Mondo Migliore´, em Rocca di Papa, Roma (Itália), refere um comunicado do DNPJ enviado à Agência ECCLESIA. O encontro, com delegados de 98 países, tem como objetivo “a avaliação das JMJ de Madrid 2011 e toda a programação pastoral e logística das JMJ Rio [de janeiro] 2013”.
O DNPJ refere que se trata de "um importante momento de reflexão para os responsáveis", mais de 300, com representantes de 45 comunidades, associações e movimentos juvenis católicos. Este sábado será dedicado à reflexão com o tema: “Formar os jovens: uma missão prioritária da Igreja”, com as intervenções de D. Josef Clemens, secretário do Pontifício Conselho e pelo padre Fábio Attard, conselheiro geral dos Salesianos para a Pastoral Juvenil.
No final, haverá a possibilidade de viver com o Papa, “em ambiente de festa juvenil”, o Dia Mundial da Juventude, a 1 de abril, domingo de Ramos, na P raça de São Pedro, Vaticano. Para os dois representantes nacionais, a “expetativa aumenta a cada dia que passa”, sentindo a responsabilidade de “representar toda a juventude portuguesa” e conseguirem tomar conhecimento para as futuras JMJ, que vão decorrer no Brasil.

A centralidade do ser humano no desenvolvimento sustentável


Roma, Itália, 30 mar (SIR) – “Inserir o bem do ser humano no centro dos interesses no desenvolvimento sustentável é, na realidade, a maneira mais segura para alcançá-lo, bem como para promover a salvaguarda da criação”. 
É o que destacou mons. Ettore Balestreo, subsecretário vaticano para as Relações com os Estados, falando ontem, em Roma, num debate sobe a “Economia verde entre sustentabilidade e solidariedade”, organizado pela Pontifícia Universidade Lateranense, como preparação da próxima Cúpula na ONU sobre o desenvolvimento sustentável (Rio de Janeiro, junho 2012).
Mons. Balestrero pediu que a “redefinição de um novo modelo de desenvolvimento” à qual trabalhará a Cúpula do Rio seja “imbuída e alicerçada sobre aqueles princípios da doutrina social da Igreja que são colunas firmes da efetiva tutela da dignidade humana”, entre as quais estão a “responsabilidade” que requer uma “necessária mudança dos modelos de produção e consumo”, a “promoção” e “partilha do bem comum”, o “acesso aos bens primários”, a “salvaguarda da criação”.
O subsecretário destacou a importância do princípio da subsidiariedade e, com ele, “o papel da família” a ser reconhecida como “célula básica da nossa sociedade humana”. Por fim, a importância da “relação entre desenvolvimento sustentável e desenvolvimento humano integral”.

quinta-feira, março 15, 2012

Nicarágua: Bispos contra a liberalização das drogas

Nicarágua: Bispos contra a liberalização das drogas

Manágua, 14 mar (SIR) – O presidente da Conferência Episcopal da Nicarágua, dom Sócrates René Sándigo, bispo de Juigalpa, manifestou-se contra a liberalização do comércio das drogas na América Central, porque as consequências seriam “ainda piores” para a sociedade.
“A teoria que o consumo vai se restringindo é falsa, Penso que é exatamente o contrário, seria ampliado seu uso, porque é mais fácil encontrar a droga e, por conseguinte, estamos empurrando a pessoa a deteriorar sua saúde”, declarou o bispo durante um programa numa tevê local. “Se a sociedade, liderada pelos Estados, se torna muito flexível, pode-se chegar a um ponto de extrema dissolução que será difícil controlar”, sublinhou.
“Como a droga não paga imposto, serão as próprias instituições governamentais a sofrer por este mercado q ue não paga imposto”, concluiu o presidente dos Bispos da Nicarágua. Os presidentes centro-americanos se encontrarão no próximo dia 24 de março na Guatemala para discutir exatamente a liberalização das drogas.

Uruguai: 2500 cavaleiros desfilam contra o aborto

Montevidéu (Quarta-feira, 14-03-2012, Gaudium Press) No meio da tradicional "Festa da Pátria Gaúcha" que anualmente celebra as tradições folclóricas dos povos criolos do Uruguai, os "gaúchos" (cavaleiros das planícies do cone sul) enviaram uma clara mensagem a favor da vida e contra o aborto.

O "Desfile da Cavalaria Gaúcha", mostrava um cortejo com mais de 2.400 ginetes e 4.000 cavalos, e teve neste ano o lema "Sim a Vida". Uma fita dourada atada ao freio dos animais lembrava essa mensagem. Os habitantes aproveitaram a presença do Presidente do Uruguai José Mujica, na cidade de Tacuarembó e denunciaram que a opinião dos camponeses não é tida em conta nas discussões que atualmente pretendem legalizar a prática do aborto no Uruguai.
As demais atividades culturais da festa adquiriram um marcado tom pró-vida. Uma obra de teatro do grupo "Os Tições de Ansina" representou a gravidez de uma adolescente e incluiu um poema a favor da vida, declamado pelo pai da jovem. Durante a procissão, a Santíssima Virgem dos Trinta e Três Orientais, Padroeira do Uruguai, não foi decorada em sinal de protesto.
Os gaúchos explicaram que ela não aprovaria a discussão de leis que acabariam com a vida de muitos de seus filhos. Ao final do evento, as tradicionais "sociedades gaúchas" entregaram uma carta ao presidente, onde colocam em manifesto sua posição frente ao tema da vida.